Bonsucesso F.C

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cinto de Tração – Explosão e Resistência Muscular


Indispensável em treinos que focam o aumento da performarnce e resistência de um atleta, o cinto de tração é acessório obrigatório em um treinamento de qualidade, uma vez que seu uso pode ser mesclado em diversas práticas esportivas, tais como natação e futebol. Um dos seus principais benefícios é a melhora significativa do nível de explosão muscular, pois o mesmo atua diretamente no aumento da potência melhorando o tempo da arrancada. A utilização do cinto de tração pode ser feito em dupla ou individualmente, lembrando que em dupla a utilização do mesmo se faz em sentidos opostos exercendo forças de tração em sentido duplo. Antes de comprar um cinto de tração é importante observar alguns itens importantes, pois o material e a marca do produto podem influenciar diretamente no preço e na qualidade do cinto. Entre as marcas mais conhecidas estão a TorianCepall Actual.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Hidratação no Futebol



O futebol é o esporte mais popular do mundo (FIFA, 2005; PRADO et al, 2006), que a cada dia ganha mais adeptos, aumentando assim o interesse da mídia no mundo inteiro e chamando a atenção de uma infinidade de pessoas (CORRÊA et al, 2002). Ele é um esporte dinâmico que envolve exercícios físicos intermitentes e a intensidade do esforço físico e performance do atleta profissional depende de um conjunto de fatores, entre eles, posicionamento do atleta, qualidade do adversário, importância da partida, fatores táticos, técnicos, nutricionais, psicológicos e físicos (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001).
Dentre todos os fatores que compõem a preparação de um jogador de futebol, um dos mais importantes é a nutrição (PRADO et al, 2006). Um suporte nutricional adequado às características do indivíduo faz com que ele tenha um rendimento melhor dentro de sua prática esportiva (GROSS et al, 2001). Uma alimentação adequada é constituída, em primeiro lugar, de condição prévia para poder efetuar o exercício físico de certa intensidade e/ou duração (SBME, 2009). Em segundo lugar, visa equilibrar a perda hidroeletrolitica e energética durante o exercício físico, para que se possa manter os níveis de glicogênio muscular e evitar assim a fadiga durante o esforço físico (GROSS et al, 2001). Em terceiro lugar, uma alimentação nutricionalmente adequada após o exercício faz com que aconteça uma rápida e eficiente reposição dos substratos energéticos utilizados durante o exercício físico, e uma ressíntese dos carboidratos do organismo, reidratação e descanso (GROSS et al, 2001). Por isso é de extrema importância que o atleta tenha consciência que uma alimentação e hidratação adequada, antes, durante e após a atividade física é essencial para a melhora do seu rendimento (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001; MCARDLE, 2003).
Diferentes estudos têm evidenciado a importância do estado de hidratação perante a tolerância ao exercício prolongado, levando a crer que indivíduos que estão bem hidratados respondem melhor à elevação da temperatura corporal, do que os que não tiveram uma hidratação correta (ACSM, 2005).
Um estudo feito por Shirreffs et al. (2005) com 26 jogadores profissionais durante uma sessão de treino de 90 minutos em uma pré-temporada, demonstrou que estes atletas não ingeriam adequadamente líquidos durante o treino acarretando uma perda significante de peso e uma queda do rendimento. Outro estudo feito por Al-Jaser & Hasan (2006) corrobora com o estudo anterior, visto que eles observaram que os atletas não consumiam a quantidade suficiente de líquidos durante um treino realizado em um ambiente quente e úmido. Estes estudos demonstram a falta de atenção tanto dos profissionais que trabalham nesta área, quanto dos próprios jogadores, porque além da importância fisiológica da ingestão de líquidos, também o fator protetor para possíveis acometimentos físicos como câimbras merecem atenção (CARTER; CHEUVRONT; SAWAKA, 2007).
Os jogadores de futebol podem perder até três litros ou mais de suor durante um jogo em dia quente (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001). O desempenho durante jogos ou treinos pode diminuir 30%, com a perda de 5 a 6% de peso corporal (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001).
Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2009), para que um indivíduo inicie sua prática esportiva bem hidratado ele deve ingerir cerca de 250 a 500 ml de água duas horas antes do exercício. Após o início do exercício é recomendado que se comece a ingerir líquidos a partir dos primeiros 15 minutos e continuar ingerindo a cada 15 a 20 minutos. É importante salientar que o volume a ser ingerido varia de acordo com as taxas de sudorese, na faixa de 500 a 2000 ml/hora. Também vale a pena atentar-se a importância de continuar ingerindo líquidos após o exercício para compensar as perdas adicionais de água pela urina e suor (SBME, 2009).
No geral, é aconselhável que ocorra uma reposição de 150% do volume perdido durante o exercício (SBME, 2009; ACSM, 2007). Não se esqueça que essa reposição deve ser feita além da quantidade de 2 a 2,5 litros/dia, que é a recomendação geral para não praticantes de exercícios (SBME, 2009). Além da hidratação, é importante se atentar quanto a reposição de carboidratos e eletrólitos durante os treinos e partidas de futebol.


Referencias Bibliográficas:

ALCANTARA H. A magia do futebol. Estud. av.  2006,  v. 20,  n. 57.
AL-JASER, T.A., HASSAN, A.A.A. Fluid loss and body composition of elite Kuwaiti soccer players during a soccer match. J Sports Med Phys Fitness; 46:281-5, 2006.
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Roundtable on hydration and physical activity: consensus statements. Med Sci Sports Exerc 2005.
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Exercise and fluid replacement. Med Sci Sports Exerc, 2007.
CARTER, R., CHEUVRONT, S.N., SAWAKA, M.N. Doenças provocadas pelo calor. GSSI 2007 Disponível em: http://www.gssi.com.br. Acessado em: 04/12/2009.
CARVALHO, T., RODRIGUES, T., MEYER, F., LANCHA JR, A.H., DE ROSE, E.H. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Rev Bras Med Esporte, 9:43-56, 2009.
FIFA. Nutritional for Football: a practical guide to eating and drinking for health and performance. Based on an international consensus conference held at FIFA house in Zurich 2005, Sept, p. 18-21.
GUERRA, I., SOARES, E.A., BURINI, R.C. Aspectos nutricionais do futebol de competição. Rev Bras Med Esporte,  v. 7,  n. 6, 2001.
GROSS, M.G., GUTIÉRREZ, A., MESA, J.L., RUIZ-RUIZ, J., CASTILLO, M.J. La nutrición en la práctica deportiva:adaptación de la pirámide nutricional a las características de la dieta del deportista. Alan, v. 51, n. 4, p. 321-331, 2001.
KIRKENDALL, D. Fisiologia do futebol. In: Garrett Jr WE & Kirkendall D. A ciência do exercício e dos esportes. Porto Alegre: Artmed 2003.
MCARDLE, W.D., KATCH, F.I., KATCH, V.L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
PRADO, W.L., BOTERO, J.P., GUERRA, R.L.F., RODRIGUES, C.L., CUVELLO, L.C., DAMASO, A.R. Perfil antropométrico e ingestão de macronutrientes em atletas profissionais brasileiros de futebol, de acordo com suas poisições.Rev. Bras. Med. Esporte, v.12, n.12, 2006. 
SHIRREFFS, S.M., ARAGON-VARGAS, L.F., CHAMORRO, M., MAUGHAN, R.J., SERRATOSA, L., ZACHWIEJA, J.J. The sweating response of elite professional soccer players to training in the heat. Int J Sports Med, 26(2):90-5, 2005.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Suplementação no futebol


Encontre aqui as melhores dicas de suplementos e aprenda a melhorar seu rendimento físico durante uma partida de futebol

Uma partida de futebol exige que o atleta se movimente o tempo todo dentro do campo. O futebol é um esporte coletivo e é importante que o jogador tenha um bom preparo para poder colaborar o tempo todo com o time.
O futebol exige uma boa arrancada, boa impulsão, velocidade, força física e resistência muscular. Mas para isso, é preciso ter uma boa alimentação e complementar os treinos com exercícios cardiovasculares de longa duração e exercícios de musculação para obter força e potência muscular. Além disso, é necessária uma boa flexibilidade e articulações saudáveis. Jogar bem, atingir um bom nível de competitividade e obter sucesso não é fácil. É preciso muito trabalho duro.
Você pode conseguir uma excelente performance aplicando essas medidas de condicionamento físico em conjunto com uma boa alimentação e suplementação. A alimentação e condicionamento físico são bastante enfatizados em um programa de treinamento de futebol, enquanto a parte de suplementação é deixada de lado, apesar de ser bastante importante para complementar a alimentação e melhorar o desempenho físico e atlético.
Uma suplementação específica para o futebol pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso, por essa razão não deve ser deixada de lado. Os suplementos indicados a seguir cumprem as necessidades específicas para um jogador de futebol.

- Suplementação para auxiliar no futebol:

Sports drinks: São considerados os suplementos mais ricos em carboidratos. Os carboidratos são o combustível mais eficiente para o corpo em esportes de longa duração e extremamente disputados como o futebol, pois são armazenados como glicose no fígado e nos músculos, e requerem menos oxigênio para serem queimados do que proteínas ou gorduras. Os jogadores que ingerem bebidas contendo carboidratos mantêm intensidade maior de exercício durante o jogo. O carboidrato deve ser ingerido antes que ocorra a fadiga muscular, para assegurar que esteja disponível quando os níveis de glicogênio muscular estiverem baixos. Além de fornecer a quantidade de carboidratos que os jogadores e/ou praticantes de futebol necessitam, os sports drinks irão deixar o corpo hidratado durante a partida. O que é de extrema importância, porque durante uma partida de futebol perde-se muito líquido.

Maltodextrina: Ideal para o jogador de futebol, pois contém polímeros de glicose, compostos de açúcar unidos que são mais fáceis para o corpo assimilar e usar. Esses polímeros são metabolizados de forma lenta e constante, o que ajuda a sustentar os níveis de energia ao longo de toda a partida de futebol, que é um esporte que necessita que o praticante tenha bastante resistência.



Whey protein: É a fonte ideal de proteínas para o atleta de futebol, pois é absorvida rapidamente pelo organismo e pode ser usada como fonte de energia para o pré-jogo, durante o jogo e para o pós-jogo. Whey protein impede a ação de hormônios que destroem músculos e pode ajudar no crescimento dos tecidos musculares. O aumento de massa muscular ajudará na sua função muscular e melhorará sua performance atlética. O whey protein vai fornecer energia para músculos cansados e danificados e ajudará na sua recuperação pós-jogo. O whey protein isolado é o mais indicado para a recuperação pós-jogo.

Whey protein isolado:
 Proteínas são essenciais para a regeneração dos músculos e dos tecidos dos jogadores de futebol, pois durante a partida o desgaste dos músculos é muito grande. O whey protein isolado tem justamente a função de ser ingerido após os exercícios físicos. É nessa hora crítica, depois de um estresse físico intenso, que as células ficam como esponjas para absorver os nutrientes. O apetite das células nesse momento e as propriedades da rápida bio-disponibilidade do whey protein isolado (WPI) fazem com que a recuperação e os ganhos musculares sejam completos.
Multivitamínicos: Futebol é um jogo de resistência. Os jogadores usam vitaminas e minerais em um nível alto, pois eles estão constantemente em movimento. Durante uma partida é necessário ter energia e concentração para dominar a competição. Quando acaba o jogo, você precisa das vitaminas e minerais para a recuperação. Os multivitamínicos devem conter uma grande quantidade de vitaminas solúveis em água. Colina, ácido fólico, zinco, inositol são elementos muito importantes também para ajudar seu corpo a regular a quantidade de açúcar no sangue e os níveis de energia durante a partida.
BCAA: Os aminoácidos são fontes fundamentais de proteínas para os jogadores de futebol, pois essas são essenciais para o crescimento muscular. Um jogo de constante correria pode resultar na perda de tecidos musculares, por causa da demanda de energia. Dessa forma, os aminoácidos da cadeia ramificada ajudam a inibir a perda de tecido muscular. Os aminoácidos da cadeia ramificada são usados para fornecer energia para os músculos que são mais exigidos durante a partida e melhorar sua resistência. Ao manter o seu sistema imunológico fortalecido, o BCAA ajuda na recuperação depois de um jogo muito disputado. Por esses motivos, você deve usar BCAA para o pré-jogo e para o pós-jogo.
Packs: São ricos em nutrientes para complementar a dieta e aumentar o ganho de massa muscular, energia, força e performance. É indicado para os jogadores de futebol porque eleva a quantidade de nutrientes que vão para o tecido muscular, aumentando a performance durante o jogo e acelerando a velocidade de recuperação.

- Benefícios do futebol:

  • Fortalece as musculaturas das pernas e do tronco.
  • Aumenta a massa muscular das pernas e o tecido ósseo dos membros inferiores.
  • Aumenta os batimentos cardíacos e, conseqüentemente, a capacidade física.
  • Melhora o nível de VO2 (quantidade máxima de oxigênio que seu sistema cardiovascular pode transportar para seus músculos e que eles podem então usar para produzir energia), por ser uma atividade aeróbica potente.
  • Pode ser praticado em diversos pisos: grama, grama sintética, areia e futsal.
  • Gasto calórico de 450 a 600 Kcal/hora.
  • Estimula a circulação sangüínea.
  • Melhora a flexibilidade, a coordenação, a mobilidade articular, o reflexo, a agilidade e a concentração.
  • Elimina o estresse e a ansiedade.
  • Reduz o risco de várias doenças como as cardíacas, diabetes, pressão alta, etc.
  • Favorece o trabalho de vários sistemas do corpo como o digestivo, o imunológico, o nervoso, o muscular, o esquelético, o endócrino e o respiratório, ativando as suas funções.

- Riscos/cuidados do futebol:

  • Fica propenso a lesões nas articulações dos membros inferiores, principalmente joelho e tornozelo. Podem ocorrer lesões também nas coxas e panturrilhas.
  • Caso a pessoa não tenha um condicionamento físico de base, treinamento da musculatura esquelética e exercícios aeróbicos, a proteção às articulações fica reduzida, assim como o condicionamento físico.
  • Os praticantes de futebol que não têm o hábito de fazer abdominais com freqüência estão sujeitos a problemas na coluna.
  • Para que o praticante de futebol faça uma boa partida, ele deve ingerir bastante carboidrato. Algumas sugestões de alimentos ricos desse nutriente e que têm fácil digestão são: frutas, suco de frutas, macarrão, biscoitos e pães.
  • Deve ser ingerida bastante água antes e durante as partidas, para repor a perda de líquido e evitar desidratação.
  • Logo após o treino (ou a partida), os estoques de carboidratos devem ser repostos, para que o glicogênio - energia que se deposita nos músculos - seja recuperado. Os minerais e as vitaminas também precisam ser consumidos. Para isso, frutas e suco de frutas são ótimas opções.

- Principais grupamentos musculares trabalhados no futebol:

  • Panturrilhas.
  • Coxas .
  • Glúteos.
  • Costas.
  • Abdômen.

- Dicas para um melhor rendimento físico no futebol:

  • O futebol é caracterizado por variações de intensidade durante o jogo. Os sprints (piques) curtos são intercalados com períodos de jogging (corrida lenta), caminhadas, corridas de passos moderados e ficar parado. Cabe a cada jogador saber administrar sua capacidade física e saber cadenciar o jogo na hora certa.
  • É essencial que o jogador antes de uma partida alongue bastante e, além disso, faça um aquecimento. Bata uma bola ou dê uma corridinha. O importante é o jogador não entrar frio na partida.
  • Complemente o futebol com musculação para adquirir mais força, potência e resistência muscular.
  • É importante fazer aulas de flexibilidade, para ampliar a mobilidade articular.
Referências bibliográficas:

1. 'Carbohydrate, Fluid, and Electrolyte Requirements of the Soccer Player: A Review,' International Journal of Sport Nutrition, vol. 4, pp. 221-236,1994)
2. alive #216, October 2000
3. Boden, B., Griffin, L., and W. Garrett. “Etiology and Prevention of Noncontact ACL Injury.” The Physician and Sportsmedicine, vol. 28, no. 4, April 2000.
4. Bernier, M. “Soccer and ACL Injuries.” Soccer Journal, July/August 2000.
5. OLSEN, L. et al. Strategies for prevention of soccer related injuries: a systematic review. British Journal of Sports Medicine v.38, n.1, p.89-94. fev. 2004
6. HAWKINS, R.D. et al. The association football medical research programme: an audit of injuries in professional football. British Journal of Sports Medicine, v.38, n.4, p.466-71. ago, 2004.
7. DVORAK, J. et al. Risk Factor Analysis for Injuries in Football Players. Possibilities for a Prevantion Program. American Journal of Sports Medicine v.28, n.5. S69-S74, 2000.
8. CHOMIAK, J. et al. Severe Injuries in Football Players. American Journal of Sports Medicine v.28, n.5. S58-S68, 2000.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como treinar pliometria no futebol?


Para atleta mais avançado que domina técnica do salto em profundidade, o desafio será encontrar a altura ideal.
Antes de iniciar um treino pliométrico é importante que seja feito um período de adaptação. Isso porque esse tipo de treino exige grande componente neuromuscular que ao ser desprezado aumenta a chance de ocorrência de lesão.
Embora a pliometria possa ser realizada por homens e mulheres de diferentes idades e categorias, alguns cuidados precisam ser tomados.
O ponto mais crítico do treinamento pliométrico é a técnica e, por esse motivo, realizar trabalhos educativos desde as categorias de base é fundamental. Entre os exercícios educativos que podem ser realizados com esse intuito encontram-se saltitos ou saltos com uma das pernas; com as duas pernas de forma alternada ou simultanea; com ou sem flexão de joelhos; somente com flexão e extensão de tornozelos; em terrenos de aclive ou declive; sem ou com obstáculos (plintos, cones, barreiras, bancos, etc.); com ou sem mudança de direção; com deslocamento frontal ou lateral; com ou sem carga externa.Esses exercícios podem ser usados como parte de aquecimento do treino ou também podem compor uma parte específica da sessão.
Para atletas mais avançados que já dominam a técnica do salto em profundidade, o desafio será encontrar a altura ideal de cada salto. É importante lembrar que o foco desse treino é fazer com que o atleta geralmente passe por quatro fases: i – queda rápida; ii – amortecimento breve; iii – restituição de energia elástica de forma rápida, e; iv – novo salto no menor tempo possível e o mais alto possível.
Quando se tem plataformas de contato que estimam a altura do salto, determinar cada uma dessas fases fica mais simples. Para aqueles que não as possuem, a solução é encontrar a altura ideal de salto pelo método de tentativa e erro. Se esse é o seu caso, faça a observação minuciosa da técnica e verifique o que está ocorrendo com a altura do salto. Se a mesma estiver aumentando, então a altura desejada ainda não foi alcançada e mais algumas tentativas precisam ser realizadas até que você encontre a altura ótima. Se a altura do salto estiver diminuindo, então você deve cessar as tentativas e escolher o salto em que o atleta alcançou a maior altura.
Lembre-se que o contato com o solo também é importante. Mas como a olho nu este tempo de contato é imperceptível, crie condições para que seu atleta saia do chão no menor tempo que ele conseguir. Você pode pedir para ele imaginar que está saltando sobre brasas ou melhor ainda será colocá-lo para saltar em declive.
O treino deve ser breve e nos primeiros sinais de fadiga os exercícios devem ser imediatamente interrompidos. Caso isso não ocorra, a efetividade do treino será perdida e o atleta estará mais propenso a se lesionar.
Quanto ao número de vezes na semana que a pliometria deve ser praticada, alguns estudos demonstram que apenas um estímulo por semana já é capaz de melhorar algumas variáveis de performance. No geral, realizar esse tipo de treino duas vezes por semana já é mais do que suficiente. No entanto, essa quantidade irá depender das condições e dos objetivos que se tem para cada jogador.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Propriocepção






PROPRIOCEPÇÃO:

A propriocepção é hoje uma das mais importantes fases do tratamento fisioterapêutico e vem ganhando espaço nos clubes de futebol com objetivo de prevenir lesões e proporcionar ganhos de força muscular em atletas, por isso a importância da atualização sobre este assunto. Este artigo aborda o que é propriocepção, como os receptores convergem os estímulos externos em proprioceptivos, os principais receptores articulares, tendinosos e musculares; exercícios proprioceptivos e as suas fases. Aborda ainda a neurofisiologia da lesão e da propriocepção. Este trabalho tem o objetivo de demonstrar aos leitores a importância da propriocepção na prevenção de lesões repetitivas.

NEUROFISIOLOGIA:

Sabe-se que praticamente todas as pessoas passaram, passam ou passarão um dia por algum tipo de lesão, refiro-me especialmente as lesões articulares e musculares, e boa parte dessas lesões são causadas por algum tipo de trauma que levam a pessoa ao desequilíbrio, instabilidade, e por conseqüência a lesão. Entretanto, muitas vezes uma pessoa se encontra em uma situação de total desequilíbrio e não se lesiona. Isso ocorre graças ao engrama sensorial, que é formado, de diferentes formas e individualmente, de acordo com as experiências já vivenciadas. Quanto mais e diferentes estímulos uma pessoa teve em sua vida, provavelmente terá menos lesões por falta de estabilidade, uma vez que o organismo reconhecerá aquele estimulo e desta forma rapidamente será capaz de se adaptar, gerando equilíbrio. Quando uma articulação é lesionada toda aquela memória antes formada é perdida, sendo necessário que haja formação de nova memória para evitar lesões repetitivas naquela articulação. Deve-se prevenir a formação de um engrama sensorial patológico, normalmente adquirido pela posição antálgica.
Os grandes responsáveis por todo esse processo de percepção de movimento, posição articular etc. são os receptores. Os receptores são pequenos órgãos especializados em internalizar informações obtidas do meio externo ou mesmo de enviar informações ao SNC sobre as relações do corpo com ele mesmo ou com o meio externo. "As informações partidas dos receptores, chegada rápida e corretamente ao SNC, determinará uma resposta adequada, equilibrando músculos agonistas e antagonistas, ajustando a posição ou o movimento articular". Tais informações chegam ao SNC pela capacidade que os receptores de converter diferentes formas de energia em alterações do potencial de sua membrana. Esse fato é chamado de potencial gerador. As fibras nervosas aferentes, ou seja, que levam as informações ao SNC, transformam esse potencial gerador inicial em potenciais de ação, que serão transmitidos ao longo dessas fibras até o SNC. Para cada mínimo movimento haverá uma despolarização da membrana com uma voltagem específica. O equilíbrio também é dado por esses receptores que informam constantemente ao SNC a posição articular e a velocidade do movimento através das fibras eferentes, que trazem as respostas do SNC.


TIPOS DE RECEPTORES:

Receptores articulares musculares e tendinosos Detectam alterações de tensão e posição das estruturas na qual estão localizados: ângulo articular, velocidade de movimento articular, tração articular, contração muscular e força da contração muscular. - Receptores articulares São encontrados nas cápsulas e ligamentos articulares.
São estimulados a partir da deformação. A informação destes receptores articulares notifica continuamente o SNC sobre a angulação momentânea e a velocidade do movimento da articulação.Tipo 1 São encontrados no interior da cápsula articular. Fornecem informações acerca das mudanças na posição articular. É um mecanorreceptor estático e dinâmico, dependendo da posição, pressão intra-articular, e dos movimentos articulares (ativos e passivos). Sua adaptação é lenta, sendo ativado em todas as posições articulares, mesmo com a articulação em repouso. Podem ser ativados também por tato e pressão.Tipo II São encontrados na cápsula articular. Fornecem informações sobre a velocidade do movimento. E um mecanorreceptor dinâmico. Sua adaptação é rápida e inativa em repouso. E estimulado por estímulos mecânicos rápidos e repetitivos.Tipo III São encontrados nos ligamentos. Registram a verdadeira posição articular. E um mecanorreceptor dinâmico. Sua adaptação é lenta. E estimulado com movimentos externos ativos ou passivos.Tipo IV São encontrados nas cápsulas articulares. Fornecem informações dolorosas a nível dos tecidos articulares. Sua adaptação é lenta. E ativado pelas deformações mecânicas. - Receptores muscularesFusos neuromusculares São encontrados nos músculos esqueléticos. Sinalizam o comprimento do músculo e a velocidade do movimento. Detectam as modificações no comprimento das fibras musculares extrafusais pela contração e enviam essas informações para o SNC onde se geram reflexos para manter a postura do corpo e regulam as contrações dos músculos envolvidos nas atividades motoras. As fibras intrafusais do fuso neuromuscular são envoltas por terminações nervosas anuloespirais. Quando há alongamento ou estiramento dessas fibras, as terminações nervosas sofrem deformações e são ativadas. Dai essa informação de deformação passa pelas fibras nervosas aferentes que fazem sinapse com os grandes neurônios motores do corno anterior da medula, chegam a área somestésica e voltam através dos neurônios eferentes. O estímulo é transmitido as fibras extrafusais, através das placas motoras, que então se contraem. A esse fenômeno chamamos de reflexo miotátíco O encurtamento do músculo como um todo alivia o estiramento dos fusos musculares, removendo, portanto o estimulo dos receptores.
. - Receptores tendinosos Órgão tendinoso de Golgi (OTG) Situam-se dentro dos tendões, próximos do ponto de fixação das fibras musculares. Algumas fibras se conectam diretamente com o OTO, que é estimulado pela tensão produzida por esse feixe de fibras, ou seja, quando há estiramento do tendão (ou contração muscular). A chegada destes impulsos aferentes na medula excita os interneurônios inibitórios, que por sua vez inibem os motoneurônios do músculo em contração, limitando assim a força desenvolvida e que será maior que a tolerada pelos tecidos que estão sendo estirados. Neste ponto agem como "disjuntores" do músculo. Esse fato é chamado de reflexo miotático inverso Em casos de lesões os receptores podem estar alterados, causando desequilíbrios. Devido à posição antálgica, adquirida como um mecanismo pessoal de proteção, há formação de engrama sensorial patológico. Deve-se prevenir este engrama patológico Essa articulação deve ser trabalhada o mais rápido possível para a formação de um novo engrama sadio. Isto pode ser feito através de exercícios proprioceptivos que através dos desequilíbrios estimulam os receptores a enviarem informações ao cérebro para que este envie respostas motoras na tentativa de equilibrar o corpo. Este ciclo equilíbrio/desequilíbrio atuará na formação da "memória do movimento". No SNC a informação é integrada com as que vêm dos órgãos sensoriais: retina e aparelho vestibular. Esses sentidos são usados para ajustar a localização, tipo, número e freqüência de ativação das unidades motoras, de tal modo que uma apropriada tensão muscular seja desenvolvida para efetuar os movimentos desejados.

EXERCÍCIOS PROPRIOCEPTIVOS:

São exercícios específicos que visam estabelecer o equilíbrio dinâmico das articulações. São executados mediante tomada de peso sobre a articulação e situações criadas a fim de promover a reeducação do equilíbrio. Promovem desequilíbrio músculo-articular, que proporcionam movimentos complexos e estabilizam a articulação. A importância e o objetivo destes exercícios consistem em após uma lesão provocar desequilíbrios, através de diferentes estímulos para que haja equilíbrio e conseqüente formação de novo engrama.Finalidade: - Diminuição do período de latência nervosa, ou seja, do tempo existente entre a introdução de um estímulo e uma resposta a ele. - Formação de engrama sensorial, importante para que se evite lesões repetitivas. - Aquisição de confiança por parte do paciente para voltar as suas atividades. - Importância emocional.Os exercícios proprioceptivos podem ser divididos em três fases:1. Fase ativa-estática: desequilíbrio provocado pelo fisioterapeuta, onde o paciente fica aproximadamente 40 segundos tentando reagir para manter-se equilibrado.2. Fase ativa-dinâmica: exercícios mais complexos, com adição de superfícies de apoio para execução de cada exercício.3. Fase de proteção de prática desportiva: alterna-se o ritmo, as superfícies de execução e as posições de simulações dos gestos desportivos, tendo como principal objetivo à integralização dos movimentos globais e específicos do gesto desportivo. Podem ser utilizados ainda na propriocepção aparelhos como o "skate", "cama elástica", "balancinho", "giro-plano", podem ser feitos circuitos, enfim, o mais importante para o terapeuta e ter criatividade para inventar o máximo de situações diferentes de desequilíbrio do paciente para que haja posteriormente o equilíbrio.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Os efeitos da altitude na performance do atleta

As diferenças que existem quando um jogador atua numa determinada condição de ar mais rarefeito.

Jogar futebol em altitudes elevadas pode ser prejudicial à performance do atleta. Mas, segundo fisiologistas, a partir de uma determinada altura, não há mais tanta diferença para o corpo a rarefação do ar.

Cidade do Futebol elenca a seguir os diferentes efeitos para o corpo humano se aclimatar às diferentes condições de altitude em que se disputa uma partida de futebol. Leia a seguir:

Acima de 1.500 m

Fica muito difícil definir quais seriam os índices limites para que os chamados “efeitos da altitude” comecem a ser sentidos. Embora quase todas as pessoas se adaptem de maneira similar, existem ligeiras variações.

Nesta altitude o atleta pode não sentir efeitos clínicos, mas já tem uma sensível queda no rendimento aeróbio. O atleta sente dificuldade para respirar, decorrente da pressão barométrica mais baixa e o oxigênio fornecido ao músculo é reduzido. O resultado disso é um maior consumo de carboidratos e de fontes de energia, “cansando” mais rapidamente o profissional.

Acima de 2.400 m

Além das sensações de queda de rendimento físico, acima destas altitudes começam a ficar mais perceptíveis os problemas físicos. É onde começam os índices de aparecimento do “mal agudo das montanhas”.

Este mal é considerado como o mais comum entre os problemas causados por altas altitudes. Pode aparecer dentro de um período de 12 até 48 horas de exposição à altitude.

Os sintomas desta doença são a sensação de fadiga, a cefaléia (dor de cabeça), perda de apetite, náuseas, enjôo e a respiração ofegante. Estes sintomas desaparecem dentro de alguns dias na maioria das pessoas.

Acima de 2.700 m

Começa a fase crítica. Todos os problemas já citados são agravados acima desta altitude. O “mal agudo das montanhas”, por exemplo, pode evoluir para condições muito mais graves e que são a maior preocupação dos médicos nos casos de prática de exercícios de alta intensidade.

Uma das doenças mais graves é o edema pulmonar de altitude (High Altitude Pulmonary Edema). Esta doença se desenvolve dentro de um a quatro dias de exposição. Ocorre uma passagem de líquido do sangue para os alvéolos (pulmões). A dificuldade para respirar é intensa e, além disso, a pessoa apresenta um quadro de tosse intensa acompanhada de secreção de escarro com sangue. Esta doença, durante muitos anos, foi diagnosticada erradamente como pneumonia, devido à semelhança de sintomas. Sua evolução é rápida e ela pode causar a morte do paciente.

O maior temor dos médicos, porém, é o edema cerebral da altitude elevada (High Altitude Cerebral Edema), que é causado pelo acúmulo de líquido no cérebro. Esta doença também se desenvolve dentro de um a quatro dias, podendo ser precedida do “mal agudo das montanhas” e do edema pulmonar de altitude.

Um sinal de alarme precoce é a ataxia (dificuldades para caminhar). A perda de coordenação motora também é um sintoma comum. A dor de cabeça intensa e até alucinações também pode ocorrer. Em poucas horas a doença pode evoluir para um quadro fatal. Quanto maior for a altitude, maior é o risco.

Quando constatada a ocorrência destras doenças, o procedimento mais adequado é retirar o paciente da altitude elevada imediatamente. Ainda que o atleta não apresente seqüelas graves após um jogo em grandes altitudes como nas cidades de La Paz ou Quito, é possível que ele tenha sido acometido parcialmente pela doença.

Bibliografia

SAFRAN, Marc R.; McKEAG, Douglas B.; CAMP, Steven P. Van. Manual de Medicina Esportiva. Editora Manole, 2002.

MAUGHAN, Ron; GLEESON, Michael; GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do Exercício e do Treinamento. Editora Manole, 2000.

Texto: Rubem Dario

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O segredo da musculação para jovens craques



Conversamos com especialista e descobrimos que a atividade pode ser feita sem problemas, mas com supervisão


A receita para vencer os adversários quando a bola rola não passa somente pela habilidade. A resistência e a força também contam muito, principalmente nas categorias de base. A musculação, antes condenada pelos especialistas, hoje faz parte da preparação dos jovens craques.“Alguns médicos ainda acreditam que este tipo de trabalho pode prejudicar, mas eu penso justamente o contrário. O adolescente ganha força e resistência com a musculação”, diz Paulo Neves, preparador físico das categorias de base do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.O especialista, no entanto, afirma que a atividade só pode começar a ser feita aos 14 anos de idade e que algumas regras devem ser respeitadas para que o jovem jogador não se lesione e não tenha problemas crônicos no futuro.“A base de tudo é a repetição. A carga deve ser bem baixa e aos 14 anos de idade é feita somente uma adaptação. Um ano depois a gente passa a trabalhar de maneira mais específica com a necessidade de cada um”, explica Paulo, que trabalhou com a equipe do Luzitânia, que terminou a Copa Coca Cola na terceira posição entre as garotas.Sobre a participação de suas pupilas, Paulo afirmou que a baixa média de idade das garotas fez com que o time sofresse alguns problemas durante o torneio. Apesar de mais jovens e mais leves, no entanto, as garotas não fizeram feio.“Era um time com uma média de idade menor. As garotas tinham 13 ou 14 anos e ainda não iniciaram o trabalho de preparação com a musculação. Isso fez diferença. Elas encararam garotas mais fortes. Era um time leve, mas sem muita força”, diz o preparador físico, que também já trabalhou nas categorias de base masculinas.Os principais ganhos da musculação no esporte estão diretamente ligados aos fundamentos. A força no chute, na dividida e a explosão muscular fazem diferença na hora da partida e, por isso, são parte fundamental do jogo.“O principal ganho está nesses fundamentos. Encarar times mais velhos sem esse tipo de trabalho faz com que a diferença fique muito grande”, comenta o preparador.Apesar de importante, a musculação deve ser sempre orientada por um profissional da área e os exercícios devem ser feitos sempre com a supervisão de um responsável.


Matéria concedida ao site Terra (Copa Coca Cola 2011)

Treinamento em Circuito



Circuit-Training é um método polivalente adequado a realizar tanto a preparação cardiopulmonar como a neuromuscular. É, por isto, largamente empregado no treinamento desportivo pela economia de tempo que propicia.
Origem:
O CT foi criado em 1953 por R.E. Morgan e G.T. Adamson, na Universidade de Leeds, na Inglaterra, para permitir o treino em recinto fechado durante o inverno.
Originalmente era realizado de duas formas:
Circuito de tempo fixo: no qual o atleta perfazia o número de exercícios possíveis dentro de um tempo pré-determinado em cada estação.
Circuito de carga fixa: o atleta faz o circuito realizando um número standart de repetições em cada estação.
Para a Olimpíada de Barcelona, diversas equipes (EUA, Alemanha, Itália, Inglaterra e Espanha) de algumas modalidades, realizaram uma modernização no CT, que se pode considerar como o terceiro tipo.
Circuito de carga individualizada: totalmente ajustado à individualidade biológica do atleta e ao valor do volume e da intensidade da curva do treinamento e do microciclo.
Finalidade:
Condicionamento cardiopulmonar e neuromuscular de atletas que necessitem resistência aeróbica ou anaeróbica, RML, força explosiva, flexibilidade ou velocidade.
Por seu caráter geral, não desenvolve nenhuma qualidade (talvez com exceção da RML) em seu grau máximo. É, portanto, um método complementar dos demais.
Peculiaridades:
O fator especificador do circuito será a qualidade física visada e o desporto considerado.
Consiste numa série de exercícios (estações) dispostos seqüencialmente e realizados sucessivamente em interrupção (não há intervalos).
Visando preservar o surgimento precoce da fadiga, deve-se alterar as intensidades e os grupos musculares trabalhados, de uma estação para outra, tendo cuidado de escolher exercícios de fácil execução.
Embora o circuito seja o mesmo para cada modalidade, ele deve ser calibrado em termos de intensidade e volume.
Desvantagens:
Por não ser um trabalho específico, não permite que as qualidades físicas trabalhadas atinjam o nível que conseguiram com treinamento especializado (p.ex. resistência aeróbica – métodos contínuos; resistência anaeróbica – métodos intervalados; flexibilidade – flexionamento pelos métodos 3S; Tc).
Se houver tempo disponível, o método utilizado no treinamento das qualidades físicas principais do desporto deverá ser o mais especializado possível.
O CT de tempo fixo e o de carga fixa serão utilizados, para o treino de atletas jovens ou iniciantes. No treinamento de atletas de alto nível só se pode utilizar o circuito de carga individualizada e mesmo assim para as qualidades físicas secundárias, e como coadjuvante da preparação técnica ou quando a exigüidade de tempo assim o exigir.


Vantagens:


*Grande economia de tempo de treinamento;
*Permite o treinamento mesmo com condições climáticas desfavoráveis;
*Possibilita o treinamento individualizado de um grande número de atletas ao mesmo tempo;
*Resultados a curto prazo;
*Facilita ao treinador a organização aplicação e controle do treinamento;
*Pela variedade de estímulos e pela componente competitiva é um trabalho altamente motivador;
*Permite um completo controle fisiológico;
*Facilita a aplicação da sobrecarga.


Volume:


O CT constituir-se-á de seis a quinze exercícios (estações) por circuito, podendo ser feitas nele de uma a três voltas. O circuito deverá ser realizado três vezes por semana.
O CT anaeróbico tenderá a ser realizado em uma volta, ao passo que o aeróbico tenderá para três voltas.
O número de repetições em cada estação dependerá da qualidade física visada.
Para finalizar os parâmetros quantitativos de volume convém ressaltar que o CT poderá ser realizado de três a seis vezes por semana.


Intensidade:


Baseando-se na intensidade exigida pela qualidade física visada, Ter-se-á a intensidade do circuito. Nas estações em que se visa a força explosiva deve-se enfatizar a velocidade de execução, ao passo que nas de RML o alvo deve ser um grande número de repetições.
Para se assegurar a homogeneidade do trabalho não se deve dar intervalo entre as voltas.
O principal fator de interesse na intensidade é caracterizar o circuito que se vai executar e que poderá ser:


Circuito aeróbico:


*Tende para as três voltas (2 ou 3);
*Prioriza exercícios de RML;
*Há maior homogeneidade na intensidade das estações, procurando manter a FC do atleta na zona alvo.


Circuito anaeróbico:


*Tende para uma volta (1 ou e);
*Prioriza exercícios de força;
*Grande alternância de intensidades.


Montagem da sessão:


1º Passo – escolha dos exercícios
Os exercícios serão escolhidos em função dos grupos musculares que serão solicitados durante a prova qual se está treinando e da intensidade do esforço necessária à sua execução.
Visando a motivação do atleta, e no auxílio à preparação técnica, deve-se incluir no circuito de três a cinco exercícios característicos da modalidade desportiva.
Nos desportos que exijam força explosiva dos membros é recomendável se incluir exercícios pliométricos (excêntricos e concêntricos).



2º Passo – Montagem do circuito
Uma vez escolhidos os exercícios, esses serão dispostos seqüencialmente, de forma a permitir uma alternância de intensidade e da região anatômica considerada.
Após a reunião do material necessário e a montagem física do circuito, deve-se testá-lo visando observar:
Propriedade da distribuição das estações;
Adequabilidade do material empregado;
Distância entre as estações;
Exequibilidade de exceção.


3º Passo – determinação da intensidade das estações
Neste passo é que se individualizará o circuito, realizando o teste de carga máxima. Este teste abrangerá as estações que se disponham de equipamentos com pesos fracionados ou não.
No primeiro caso as estações que consistam na realização de exercícios com pesos adicionais fracionados (barras e anilhas, halteres ou máquinas de força), se realiza o teste de peso máximo de 1 RM (repetição máxima), que consiste em determinar o máximo peso com qual o atleta consegue realizar uma contração isotônica concêntrica em toda a amplitude do movimento.
Em seguida verificar-se, para cada estação, a qual a qualidade física que deseja trabalhar e a faixa de intensidade compatível com a qualidade.
Da curva do treinamento e do microciclo, verifica-se a intensidade prevista para o treino.
Deve-se dar um intervalo de 1 minuto entre os teste realizados em duas estações sucessivas, para permitir uma recuperação parcial, sem no entanto, comprometer o caráter seqüencial do método. Por este motivo, o teste de carga máxima deve ser todo realizado ao longo de uma mesma sessão de treinamento.
Uma vez realizado o TPM 1 RM e aplicado o percentual correspondente para se chegar à carga de trabalho ter-se-á todas as estações do circuito como sendo de carga fixa.
Elas são, agora, classificadas em fracas, médias e fortes, conforme a qualidade física que visem e o tipo de exercício que utilizem.


4º Passo – Determinação do número de repetições por estação
Conforme o nível de intensidade de cada estação o atleta será submetido agora ao TRM.
Partir deste resultado e considerando o volume da sessão será calculado o numero de repetições por estação.
Se o número de repetições ficar fora dos limites estabelecidos para cada qualidade física, deve-se aumentar ou diminuir o peso utilizado e realizar novo teste de repetições máximas.


5º Passo – Calibragem do circuito
Após o circuito estar ajustado para o atleta, este necessita se adaptar ao circuito, e isto deverá ser feito em cinco sessões de adaptação.
1ª sessão – realização de 1 volta completa sem intervalo no circuito, visando a familiarização com o mesmo.
2ª sessão – verificação do tempo mínimo (TM) para execução de uma volta no circuito.
3ª sessão – duas voltas no circuito para adaptação.
4ª sessão – três voltas no circuito para adaptação.
5ª sessão – determinação do tempo inicial (TI) (menor tempo que o atleta leva para completar o circuito).
Claro que, se o circuito possuir somente duas ou três voltas, as sessões 3ª e 4ª serão suprimidas.


6º Passo – Determinação do tempo objetivo (TO)
Uma vez determinado o tempo inicial deve-se determinar o tempo objetivo.
O tempo objetivo (TO) será determinado em função do tempo mínimo (TM).


Aplicação de sobrecarga
Ao atingir o tempo objetivo o atleta deve ser submetido a um aumento da carga, que deve ser realizado tanto sobre a intensidade, (peso dos implementos, altura das barreiras, inclinação da prancha de abdominal) como sobre o volume (número de repetições em cada estação).
Para não se perder de vista a qualidade física a ser alcançada, deve-se realizar a aplicação dos novos percentuais de volume e intensidade previstos.
Após cerca de 20 sessões (aproximadamente dois meses) observar-se-ão os primeiros resultados.


Controle Fisiológico
O atleta, antes de iniciar o circuito, deverá estar com uma FC de aquecimento. Após o término do mesmo não deverá ultrapassar a FCmáx. Tomando-se a FC aos 60 seg. após o término, e aos 5 min., verificar-se-á a queda deste parâmetro.
Se após 7 min. a FC não houver ainda retornado aos níveis anteriores, pode ser indicativo de um estado de strain se delineando

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Treinamento Continuo



O treinamento contínuo se baseia nos exercícios tipicamente aeróbios, também chamados de exercícios cíclicos, cuja duração é prolongada com intensidade baixa, moderada ou alta (50 a 85% do VO2 máx.) em ritmo cadenciado, provocando uma melhoria no transporte de oxigênio até o nível celular desenvolvendo a resistência aeróbia (Wilmore, Costill, 1988). Este treinamento, geralmente é aplicado abaixo do limiar anaeróbio evitando-se a produção excessiva de ácido láctico (Rontoyannis, 1988). Propicia um relativo conforto em sua realização pela instalação de steady-state, tornando-se particularmente adequado para iniciantes em atividades físicas ou para os que almejam reduzir gordura corpórea por meio de considerável gasto energético.
Segundo Fox et al. (1992) a determinação da zona alvo de treinamento contínuo pela freqüência cardíaca varia de acordo com os objetivos propostos, idade e a aptidão aeróbica de cada um. Esta zona alvo pode ser estimada pelos limiares mínimo e máximo da freqüência cardíaca máxima. (FCmáx. = 220 - idade). Estes limiares de freqüência cardíaca são, aproximadamente, 60 e 85% da freqüência cardíaca máxima, sendo a zona alvo ou zona sensível ao treinamento o intervalo entre estes dois limiares (McArdle et al., 1998).
Mantendo-se a freqüência cardíaca a aproximadamente 70% da máxima o exercício aeróbio pode ser considerado suficientemente intenso para estimular efeitos salutares positivos em indivíduos aptos, entretanto, não deve ser extenuante, pois quando muito prolongado o treinamento pode resultar na síndrome de supertreinamento ou fadiga, afastando o praticante do treinamento por tempo considerado (Shepard & Astrand, 1992). Bastam sessões entre 30 e 40 minutos de duração para que os indivíduos adultos aprimorem sua aptidão cardiorrespiratória (Ribeiro, 1995).