Bonsucesso F.C

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terça-feira, 14 de junho de 2011

FADIGA MUSCULAR



A fadiga está diretamente relacionada a um desajuste entre a velocidade em que o músculo ultiliza a ATP e a velocidade com que ela pode ser suprida. Os mecanismos de fadiga muscular reduzem a velocidade de utilização de ATP mais rapidamente que a velocidade de geração de ATP para preservar a concentração de ATP e a homeostasia celular. Em si, a fadiga é simplesmente uma incapacidade de manutenção de produção de potência ou de força durante contrações musculares repetidas.O exercício de alta intensidade e de curta duração ou o exercício sub-máximo prolongado podem acarretar o declínio da produção de força muscular. Essa diminuição de produção de força muscular é conhecida como fadiga. Especificamente, a fadiga muscular é conhecida como redução da produção da força máxima do músculo e caracterizada pela capacidade reduzida de realizar um determinado trabalho muscular.A causa da fadiga muscular varia e depende do tipo de exercício realizado. Por exemplo: a fadiga resultante do exercício de alta intensidade (corrida de 400 metros ) parece decorrer de um acúmulo de fosfato inorgânico e de íons de hidrogênio no interior da fibra muscular. O acúmulo desses metabólitos interage com as proteínas contráteis e reduz a produção de força muscular.Em contraste a fadiga resultante do exercício prolongado (como a maratona) pode promover a falha do acoplamento excitação – contração. Parece que isso se deve a uma redução da liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. A redução da liberação de cálcio resulta numa menor quantidade de pontes cruzadas de miosina no estado de ligação forte (estado de geração de força) e, consequëntemente, na redução da produção de força.Segundo Yakovlev (1979), são comuns todas as formas de fadiga: a redução na atividade da miosina ATPase, a capacidade das fibras musculares absorverem íons de cálcio, a dilaceração do equilíbrio de ATP nos músculos e nas zonas motoras do córtex cerebral. Todas estas mudanças limitam a capacidade de contrair e relaxar os músculos.Sabe-se ainda que a fadiga muscular será menor em indivíduos altamente treinados, devido a adaptação muscular, que favorece melhores rendimentos, mas também porque o processo de treinamento físico melhora as funções musculares. Desta maneira, ocorrerá uma diminuição na tendência do indivíduo em desenvolver a fadiga.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Plasma Rico em plaquetas (PRP) revolucionam tratamentos em ortopedia

Os resultados iniciais são bastante promissores em relação aos tratamentos ortopédicos em medicina esportiva. Através de um método simples utiliza-se as plaquetas do próprio paciente (método autólogo) conseguindo melhorar, acelerar e até curar a grande maioria das lesões ortopédicas como, por exemplo, tendinites, lesões musculares, não generação cartilaginosa, meniscal e ligamentares, além de acelerar a consolidação de fraturas.
Os resultados iniciais promissores do método estão assegurando aos especialistas em medicina esportiva e ortopédica que a terapia de plaquetas ricas em plasma, um método de tratamento bastante simples de utilizar, pode resultar em melhorias no tratamento de lesões persistentes como tendinites e problemas de articulação de cotovelos e joelhos que afligem mais de 50% da população ocidental.


Dr. Allan Mishra, professor assistente de ortopedia no Centro Médico da Universidade Stanford e um dos principais pesquisadores nesse campo, alega que estudos mais rigorosos serão necessários antes que a terapia possa ser declarada comprovada cientificamente. No entanto, muitos pesquisadores imaginam que o procedimento possa se tornar um método de tratamento cada vez mais popular, por motivos tanto médicos quanto financeiros. "Trata-se de uma opção melhor para problemas que não apresentam soluções grandiosas, é um método não cirúrgico e utiliza as células do próprio corpo para ajudá-lo a se curar", alega Allan Mishra.

O plasma rico em plaquetas é produzido por meio da punção venosa de uma pequena quantidade de sangue do paciente, que é submetida à filtragem ou processada em uma centrífuga de alta velocidade que separa os glóbulos vermelhos das plaquetas, que são responsáveis por liberar as proteínas e outras partículas envolvidas no processo de cura que o corpo mesmo conduz. Em seguida, a substância remanescente é injetada diretamente na área danificada. A alta concentração de plaquetas - 10 vezes o volume normalmente presente no sangue - catalisa o crescimento de novas células.
Acredita-se que seja justo dizer que o plasma sanguíneo rico em plaquetas tem o potencial de revolucionar não só a medicina no campo da ortopedia, mas na dermatologia, odontologia, cirurgia plástica e qualquer outra especialidade que necessite de regeneração. Ele requer muito mais estudos, mas levar adiante o trabalho nesse campo se tornou obrigatório no Brasil.
Neal ElAttrache, que é médico do time de beisebol Los Angeles Dodgers, usou a terapia das plaquetas ricas em plasma em julho do ano passado, em um ligamento colateral dilacerado no cotovelo do arremessador Takashi Saito. Caso o problema tivesse sido combatido por meio de uma cirurgia, a temporada estaria encerrada para Saito e ele ficaria entre 10 e 14 meses afastado do esporte; mas em lugar disso ele conseguiu voltar a jogar em setembro, em tempo para a disputa do título divisional, sem sentir quaisquer dores. Embora ElAttrache tenha declarado que não podia estar certo de que foi o procedimento que respondeu pela recuperação do arremessador - cerca de 25% dos casos desse tipo se curam sozinhos, segundo ele -, o resultado foi mais um sinal encorajador para a técnica nascente, que segundo médicos que trabalham nesse ramo poderia ajudar não só a curar as lesões de atletas profissionais mas os casos de tendinite e doenças semelhantes encontrados na população mais ampla. "Nas últimas décadas, temos trabalhado com os efeitos mecânicos da cura - como estabelecer uma estrutura firme de sutura, como ancorar bem o trabalho cirúrgico", alegou o médico.

Outro ponto favorável ao Plasma Rico em plaquetas é que não existe chance de rejeição ou de reação alérgica, porque a substância é autóloga, o que significa que vem do corpo do paciente; a injeção porta risco muito menor de infecção do que uma incisão, e não deixa cicatriz; a sessão de tratamento dura apenas 30 minutos, e o tempo de recuperação posterior é consideravelmente mais curto que o necessário a uma recuperação pós-cirúrgica. Mas para que o procedimento chegue às esferas populares e o método seja aceito amplamente como a grande revolução da medicina regeneradora neste início de século, muitos obstáculos terão que ser vencidos.

O procedimento que custa em torno de R$ 3 mil por aplicação - ante o custo de R$ 20 mil a R$ 30 mil de uma cirurgia -, não tem ainda a aceitação dos planos de saúde e os recipientes que colhem o sangue são muito caros. “Os planos ainda são inflexíveis, burocratas e não conseguem pensar em nada que não seja gastar dinheiro. Entretanto, é um lucro enorme tirar o paciente do hospital com rapidez e até mesmo não precisar interná-lo.O Plasma Rico em Plaquetas proporciona menor tempo de internação e uma recuperação mais rápida” afirma Bittencourt que é otimista em falar de sua luta em convencer as empresas que exploram esta ciência para que abaixem os preços dos recipientes para a centrifugação do sangue dos pacientes. “A matéria prima é o sangue humano. Estamos tentando convencê-los a fornecer os recipientes a preço menor do que vendem no mercado e que eles doem para grupos que querem fazer esse estudo em pacientes diabéticos, em cirurgia plástica, em cirurgia abdominal, em cirurgia ortopédica. Necessitamos que o procedimento possa ser realizado com muito mais freqüência, o que facilitará em muito as conclusões e avaliações de resultados”.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Diabetes x Atividade Física


Atividades físicas podem contribuir na prevenção e tratamento do diabetes, doença que acomete 4,5 milhões de brasileiros. Ainda assim, quando os exercícios são realizados inadvertidamente, há risco de sérias complicações para os pacientes.

"A prática errônea dos exercícios está associada à ocorrência de complicações, agravando quadros de hipertensão ou de doenças cardíacas, articulares e neurológicas", diz a endocrinologista Dolores Pardini, professora da Unifesp e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

A especialista diz que a avaliação física ou cardiorrespiratória é uma das etapas mais importantes ao se iniciar um programa de esportes. "Os resultados não servem apenas para classificar a condição do diabético, mas como ponto de partida para a prática de exercícios, já que identificam a intensidade, freqüência, duração e tipo de esforço que estão fora da margem de risco para cada paciente".

Histórico familiar, doenças (principalmente as relativas à visão, aos rins, coração e neurológicas), tratamentos e medicamentos em uso, hábitos alimentares, tabagismo, níveis de triglicérides, colesterol e hemoglobina glicosilada formam os principais itens do banco de dados de cada diabético.

"As modalidades mais aconselháveis são caminhada, corrida, natação, hidroginástica, ciclismo, dança e ginástica aeróbica de baixo impacto. É importante que sejam atividades que utilizem oxigênio em suas reações para favorecer a queima de glicose e gordura", recomenda doutora Dolores. "A longo prazo, a pessoa também ganha maior resistência e melhora suas funções cardiorrespiratórias".

Mas toda e qualquer atividade deve ser feita somente sob orientação médica. "A prática indiscriminada pode provocar uma queda de açúcar no sangue, levando a pessoa ao desmaio ou até mesmo ao coma", diz a especialista. Outra recomendação é que se faça uma alimentação leve antes das atividades.

Os exercícios mais condenados, que apresentam risco de sérias complicações ao paciente diabético, são aqueles que favorecem lesões nos pés, os esportes de contato - como o boxe e as lutas marciais -, que podem comprometer a visão e desencadear uma hemorragia retiniana. "Maratona, alpinismo, mergulho em profundidade e halterofilismo também são desaconselhados", finaliza a médica.

Fonte: Dra. Dolores Pardini, professora da Unifesp e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A hipertensão arterial é um reconhecido fator de risco das doenças cardiovasculares


Em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos. Destes, apenas metade tem conhecimento de que tem pressão arterial elevada, apenas um quarto está medicado e apenas 16 por cento estão controlados.

Hoje sabe-se que a adopção de um estilo de vida saudável pode prevenir o aparecimento da doença e que a sua detecção e acompanhamento precoces podem reduzir o risco de incidência de doença cardiovascular.

Como se define a hipertensão arterial?

Designam-se de hipertensão arterial todas as situações em que se verificam valores de tensão arterial aumentados. Para esta caracterização, consideram-se valores de tensão arterial sistólica superiores ou iguais a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio) e/ou valores de tensão arterial diastólica superiores a 90 mm Hg.

Com frequência, apenas um dos valores surge alterado. Quando os valores da “máxima” estão alterados, diz-se que o doente sofre de hipertensão arterial sistólica; quando apenas os valores da “mínima” se encontram elevados, o doente sofre de hipertensão arterial diastólica. A primeira é mais frequente em idades avançadas.

Quais as causas da hipertensão arterial?

Na maior parte dos casos (90 por cento), não há uma causa conhecida para a hipertensão arterial, embora em algumas situações seja possível encontrar uma doença associada que é a verdadeira causa da hipertensão arterial. Por exemplo: a apneia do sono, a doença renal crónica, o hiperaldosteronismo primário, a hipertensão renovascular, a síndroma de Cushing ou terapêutica esteróide, a feocromocitoma, a coarctação da aorta ou a doença tiroideia e paratiroideia.

A hereditariedade e a idade são dois factores a ter também em atenção. Em geral, quanto mais idosa for a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver hipertensão arterial. Cerca de dois terços das pessoas com idade superior a 65 anos são hipertensas, sendo este o grupo em que a hipertensão sistólica isolada é mais frequente.

Quais são os factores de risco?

  • Obesidade;
  • Consumo exagerado de sal e de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Má alimentação;
  • Tabagismo;
  • Stress.

Como prevenir a hipertensão arterial?

A adopção de um estilo de vida saudável constitui a melhor forma de prevenir a ocorrência de hipertensão arterial.

Entre os hábitos de vida saudável sublinha-se a importância de:

  • Redução da ingestão de sal na alimentação;
  • Preferência por uma dieta rica em frutos, vegetais e com baixo teor de gorduras saturadas;
  • Prática regular de exercício físico;
  • Consumo moderado do álcool (um máximo de 30 ml etanol/dia nos homens e 15 ml/dia para as mulheres);
  • Cessação do hábito de fumar;
  • No caso dos indivíduos obesos é aconselhável uma redução de peso.

A ausência de quaisquer sintomas durante a fase inicial da doença faz da medição regular da tensão arterial um hábito a seguir. Todos os adultos, em particular os obesos, os diabéticos e os fumadores ou com história de doença cardiovascular na família, devem medir a sua pressão arterial pelo menos uma vez por ano.

Quais os sintomas que estão associados à doença?

Regra geral, nos primeiros anos, a hipertensão arterial não provoca quaisquer sintomas, à excepção de valores tensionais elevados, os quais se detectam através da medição da pressão arterial.

Em alguns casos, a hipertensão arterial pode, contudo, manifestar-se através de sinais como a ocorrência de cefaleias, tonturas ou um mal-estar vago e difuso, que são comuns a muitas outras doenças.

Com o decorrer dos anos, a pressão arterial acaba por lesar os vasos sanguíneos e os órgãos vitais (o cérebro, o coração e os rins), provocando sintomas e sinais de alerta vários.

Como se faz o diagnóstico da doença?

O diagnóstico é feito através da medição da pressão arterial e pela verificação de que os seus níveis estão acima do limite normal. Contudo, um valor elevado isolado não é sinónimo de doença. Só é considerado hipertenso um indivíduo que tenha valores elevados em, pelo menos, três avaliações seriadas.

Compete ao médico fazer o diagnóstico da doença, uma vez que a pressão arterial num adulto pode variar devido a factores como o esforço físico ou o stress, sem que tal signifique que o indivíduo sofre de hipertensão arterial.

Quais as formas de tratamento?

Não há uma cura para a hipertensão arterial. Contudo, apesar de ser uma doença crónica, na maioria dos casos é controlável.

A adopção de um estilo de vida saudável proporciona geralmente uma descida significativa da pressão arterial.

A diminuição do consumo do sal reduz a pressão arterial em grande número de hipertensos.

A prática regular de exercício físico pode reduzir significativamente a pressão arterial. O exercício escolhido deve compreender movimentos cíclicos (marcha, corrida, natação ou dança são boas escolhas). Mas os hipertensos devem evitar actividades que aumentem a pressão arterial durante o esforço, como levantar pesos, por exemplo.

Se algum tempo depois de ter posto em prática estas medidas não tiver registado uma descida adequada da pressão arterial, torna-se necessário recorrer ao tratamento farmacológico. Convém sublinhar que os medicamentos não curam a hipertensão arterial, apenas ajudam a controlar a doença. Por isso, uma vez iniciado o tratamento, ele deverá ser, em princípio, mantido ao longo de toda a vida.

Felizmente, já existem muitos medicamentos eficazes na redução da pressão arterial. Compete ao médico decidir qual o fármaco mais apropriado para iniciar o tratamento. Em alguns casos, não basta apenas um fármaco, sendo necessária uma medicação combinada. Noutros casos, os doentes não toleram a medicação indicada, pelo que devem contactar novamente o médico para que ele a substitua por outra.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Importância e benefícios da atividade física na saúde

As evidências estão aumentando e são mais convincentes que nunca! Pessoas de todas as idades, que estão de um modo geral inativas fisicamente, podem melhorar sua saúde e bem-estar ao praticar atividade física moderada regularmente.

Atividade física regular reduz substancialmente o risco de morrer de doença cardíaca coronária e diminui o risco de infarto, câncer de cólon, diabetes e pressão alta.

Atividade física também:
* ajuda a controlar o peso corporal;
*contribui para ossos, articulações e músculos sadios;
* reduz o índice de quedas em idosos;
* ajuda a aliviar a dor da artrite;
* diminui os sintomas de ansiedade e depressão;
* e está associada a menor número de hospitalizações, visitas médicas e medicação.

Ainda mais, a atividade física não precisa ser extenuante para ser benéfica e pessoas de todas as idades obtêm benefícios ao participar regularmente de atividade física moderada por 5 ou mais dias da semana.

Atividade física regular pode melhorar sua saúde e reduzir os risco de morte prematura das seguintes formas:

  • Reduz o risco de desenvolver doença cardíaca coronária e as chances de morrer disso

  • Reduz o risco de infarto.

  • Reduz o risco de ter um segundo ataque cardíaco em pessoas que já tiveram um ataque.

  • Diminui tanto o colesterol total quanto os triglicerídeos, e eleva o bom colesterol HDL.

  • Diminui o risco de desenvolver pressão alta.

  • Ajuda a reduzir a pressão arterial em pessoas que já têm hipertensão.

  • Diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2 (não dependente de insulina).

  • Reduz o risco de câncer de cólon.

  • Ajudas as pessoas a conseguirem e manter um peso ideal.

  • Reduz os sentimentos de depressão e ansiedade.

  • Promove o bem-estar psicológico e reduz sentimentos de estresse.

  • Ajuda a construir e manter articulações, músculos e ossos saudáveis.

  • Ajuda pessoas mais velhas a ficarem mais fortes e serem mais capazes de moverem-se sem cair o ficar excessivamente cansadas.

A falta de atividade física pode prejudicar sua saúde? Evidências mostram que pessoas que não praticam atividades físicas definitivamente não estão ajudando sua saúde e provavelmente a estão prejudicando. Quanto mais examinamos os riscos para a saúde associados à falta de atividade física, mais convencidos ficamos que pessoas que não praticam atividade física devem começar a se exercitar.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

IMC (ÍNDICE DE MASSA CORPORAL)

O que é o Índice de Massa Corporal?

O índice de Massa Corporal (IMC) é uma fórmula que indica se um adulto está acima do peso, se está obeso ou abaixo do peso ideal considerado saudável.

A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é:
IMC = peso / (altura)2

Sua altura:mcm. Seu peso:Kg
O seu Índice de Massa Corporal é:

Segundo a O.M.S., o índice normal é entre 18.5 e 25
Então, para sua altura o peso ideal é entre
:

Segundo o IMC, quem é considerado acima do peso e quem é obeso?

Antes de tudo, é preciso salientar que o Índice de Massa Corporal é apenar um indicador, e não determina de forma inequívoca se uma pessoa está acima do peso ou obesa.

A Organização Mundial de Saúde usa um critério simples:

Condição

IMC em adultos

abaixo do peso

abaixo de 18,5

no peso normal

entre 18,5 e 25

acima do peso

entre 25 e 30

obeso

acima de 30

A vantagem do sistema da Organização Mundial de Saúde é que ele é simples, com números redondos e fáceis de utilizar.

Há outros critérios mais detalhados. Os resultados da NHANES II survey (National Health and Nutrition Examination Survey), uma pesquisa realizada nos Estados Unidos entre 1976-1980, indicaram a adoção dos seguintes critérios:

Condição

IMC em Mulheres

IMC em Homens

abaixo do peso

< 19,1

< 20,7

no peso normal

19,1 - 25,8

20,7 - 26,4

marginalmente acima do peso

25,8 - 27,3

26,4 - 27,8

acima do peso ideal

27,3 - 32,3

27,8 - 31,1

obeso

> 32,3

> 31,1

Quais são os pontos fracos do IMC?

Há alguns problemas em usar o IMC para determinar se uma pessoa está acima do peso. Por exemplo, pessoas musculosas podem tem um Índice de Massa Corporal alto e não serem gordas. O IMC. também não é aplicável para crianças.

Outro problema é a influência, ainda não suficientemente estudada, que as diferenças raciais e étnicas têm sobre o Índice de Massa Corporal. Por exemplo, um grupo de assessoramento à Organização Mundial de Saúde concluiu que pessoas de origem asiática poderiam ser consideradas acima do peso com um IMC de apenas 23.

Qual é o método mais preciso para definir se uma pessoa está gorda?

O Índice de Massa Corporal, apesar de conter alguns pontos fracos, é um método fácil no qual qualquer um pode obter uma indicação, com um bom grau de acuidade, se está abaixo do peso normal, acima do peso ideal, ou obeso. Porém, o método mais preciso para determinar se a pessoa está gorda é a medição do percentual de gordura corporal. Tal medição deve ser feita por profissional qualificado utilizando um medidor de dobras cutâneas. Você pode ter a medição de seu porcentual de gordura corporal nas boas academias de ginástica. Há também medidores de gordura portáteis.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pesquisa analisa o perfil das alunas das academias femininas



Academias atendem, principalmente, mulheres sem histórico de atividade física. Aderência por indicação é o mais comum. As academias de ginástica têm se multiplicado no Brasil de forma considerável, refletindo a preocupação cada vez maior da população com saúde, qualidade de vida e adequação aos padrões de beleza difundidos pelos meios de comunicação. Mas se o mercado de fitness não para de crescer, ele também vem se especializando, sobretudo no segmento da ginástica expressa, direcionada ao público feminino. Em vez de séries de exercícios que duram de uma hora a uma hora e meia, como é o habitual, circuitos para ser feitos no máximo em meia hora. A expansão destas academias pela cidade do Rio de Janeiro atraiu a atenção da professora da Universidade Gama Filho (UGF), Ludmila Mourão, que se propôs estudar o perfil das frequentadoras, tendo como foco de análise as experiências de mulheres mais velhas e de hábitos sedentários, que formam a maioria da clientela. A pesquisa tem o apoio da FAPERJ, através da modalidade Auxílio à Pesquisa (APQ 1). Ludmila Mourão delimitou sua pesquisa em 12 academias da zona sul do Rio de Janeiro e selecionou clientes entre 35 e 55 anos, com no mínimo seis meses de adesão. As entrevistas visavam determinar as motivações, as expectativas e as experiências dessas mulheres, que, anteriormente, se mostravam resistentes à prática de atividades físicas. "Embora as academias femininas absorvam mulheres de diversas faixas etárias e com motivações e características socioeconômicas variadas, a pesquisa tem revelado que há um perfil predominante entre as frequentadoras: em geral, são mulheres acima de 35 anos e que nunca tinham praticado atividade física regular. Estão fora de forma, porque não tiveram tempo, condição, oportunidade e motivação para cuidar do corpo e por isso se sentiriam constrangidas em frequentar as academias tradicionais, que se tornaram espaços de culto à beleza. Elas têm uma relação tensa com a atividade física", explica. Por isso mesmo, nada mais natural que procurassem um espaço diferenciado, onde pudessem ficar à vontade, com maior intimidade e liberdade. "Aliás, a tendência de segmentação não é um fenômeno voltado apenas às mulheres, mas que, nesse ramo, já fez surgir academias para pessoas da terceira idade e até para crianças." Segundo a pesquisadora, a escolha por uma academia feminina, em geral, é também influenciada por amigas, que destacam as vantagens oferecidas para quem tem receio de encarar uma academia tradicional. Para Ludmila, a grande maioria dessas mulheres são levadas a se exercitar por necessidade, não por senso de prevenção. "Este é um dado diferenciador importante", explica a pesquisadora. Como ela explica, essa tem sido a principal motivação para tantas mulheres aderirem à atividade física em academias exclusivas. "Embora todos saibam da sua importância, a maioria não gosta de fazer exercícios voluntariamente. Porém, como há uma pressão social cada vez maior, as pessoas ficam se sentindo culpadas por não se exercitarem." Segundo a pesquisadora, essas mulheres costumam ser motivadas por algum alerta médico, como histórico médico de colesterol elevado, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, dores na coluna, lesões diversas, estresse e problemas do gênero. Além disso, o surgimento de academias exclusivamente femininas ajudou a remover muitas barreiras que se impunham às mulheres que desejavam se exercitar. "Elas não costumam ser estimuladas para a prática da atividade física. Os maridos têm certa resistência que elas frequentem uma academia mista. Não se pode afirmar que eles tentem impor o tipo de academia em que elas devem se exercitar, mas preferem claramente que as esposas vão àquelas exclusivamente femininas." De acordo com Ludmila, as mulheres foram por longo tempo excluídas das atividades físicas e esportivas, consideradas biologicamente inaptas às atividades atléticas. "Seu papel na sociedade era muito bem definido, sem lugar para outras práticas que não aquelas socialmente consolidadas, de esposa, mãe e dona de casa. Isso começou a mudar no governo Vargas. O marco de uma maior aceitação feminina num ambiente exclusivamente masculino foram os Jogos da Primavera dos anos 1950, quando se passou a permitir sua participação." Segundo a pesquisadora, a adesão cada vez maior de mulheres às práticas físicas e esportivas ao longo do tempo envolveu concepções sociais e biomédicas sobre a especificidade biológica do corpo feminino. "Se antes as mulheres eram desestimuladas de se dedicarem às atividades físicas, hoje, são incentivadas e dispõem, inclusive, de ambientes só para elas." Academias femininas: ênfase no ambiente e nos resultados imediatos No Brasil, as primeiras academias voltadas exclusivamente para as mulheres apareceram no ano 2000. Em comum, elas promovem o treinamento de trinta minutos, alternando atividades cardiovasculares e de fortalecimento muscular. Os aparelhos são hidráulicos, sem peso adicional, dispostos de modo a formar um circuito (circuit training), que deve ser completado a cada sessão. Funcionam em um estúdio sem espelhos, exceto nos vestiários. "A ausência de espelhos contribui para evitar inibições e principalmente comparações em relação ao corpo das frequentadoras", explica Ludmila. Essas academias oferecem ainda outros atrativos, como caminhadas, aulas especiais em espaço aberto, festas e eventos. E se distinguem também pela construção de uma rede social entre estas mulheres", acrescenta. Segundo a pesquisadora, as entrevistadas têm demonstrado satisfação com os resultados obtidos nas academias expressas. "A grande maioria avalia como positiva essas academias e relata uma série de melhoras, como maior bem-estar e disposição para enfrentar o cotidiano, mudanças no humor, que é muito recorrente como queixa. A questão estética está presente, naturalmente, mas só vem depois, quando elas já desenvolveram o gosto pela prática." Para Ludmila, algumas entrevistadas pretendem ir além: "Com o tempo, ao constatar a redução do peso e principalmente a melhora em seu condicionamento físico e em sua saúde, algumas delas até manifestaram o desejo de ir para uma academia mista, mais puxada, com aparelhos de maior peso, que exigem esforço maior. Pelo que percebemos, estar entre iguais, cuidar da saúde e da beleza em apenas trinta minutos tem ajudado esse público específico, alavancando o fitness express e democratizando diferentes práticas de condicionamento físico para pessoas que nunca haviam se interessado por essas práticas", conclui. Por Lécio Augusto Ramos - Portal da Educação Física.

terça-feira, 22 de março de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Perfil antropométrico de mulheres praticantes de futebol feminino profissionaL

"Avaliação foi realizada no tempo disponível das atletas, em que, no mesmo dia, não houve treinamentos físicos e táticos em nenhum período".
Luana Paula Silva

Introdução

A prática de futebol feminino vem aumentando nos últimos anos no país do futebol masculino, e as mulheres estão praticando cada vez mais o esporte fazendo com que a modalidade ganhe mais espaço. A legislação, com seus especialistas, contribuíram para que o processo de entrada da mulher no esporte mais praticado no país se desse apenas no final da década de 80.

De acordo com Castellani Filho (1991) durante a ditadura militar, o CND (Conselho Nacional de Desporto), através da resolução número 7/65, proibiu as mulheres de praticarem lutas, futebol, pólo aquático, rugby e baseball no pais. Somente em 1986 o CND reconheceu a necessidade de estímulo à participação das mulheres nas diversas modalidades esportivas. De acordo com o jornal (Brasil, 1996,p.5), a explosão do futebol feminino no país ocorreu na década de 80, onde o time carioca Radar colecionou títulos nacionais e internacionais. As vitórias estimularam o aparecimento
de novos times e em 1987, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) já havia cadastrado dois mil clubes e quarenta mil jogadoras. No ano seguinte, o Rio de Janeiro organizou o campeonato estadual. A primeira seleção nacional participou da inédita copa do mundo na China em 1991, e fez sua estréia nos jogos olímpicos de 1996 em Atlanta ficando em quarto lugar. A seleção feminina do Brasil conquistou a mesma colocação nas olimpíadas de Sydney em 2000, e foi medalha de prata em Atenas em 2004. Pelas competições da FIFA, a seleção ficou em terceiro lugar no mundial dos Estados Unidos de 1999, e foi vice-campeã mundial na China em 2007.

Nesse contexto promissor interessa-nos o conhecimento do perfil antropométrico, através da análise da composição corporal das atletas da equipe de futebol feminino do Santos Futebol Clube FUPES PMS, através dos dados coletados, observar as características antropométricas: estatura, espessura de dobra cutânea e massa corporal total. Com isso podemos identificar qual é o atual perfil das atletas de elite do futebol paulista de acordo com os resultados expressados na média e desvio padrão, e observar o percentual de gordura (%G), das atletas, de acordo com o posicionamento tático.

De acordo com os resultados expressados na média e desvio padrão, podemos observar que: (a) média de idade das atletas foi de 20,79 (+-3,20), (b) peso 59,18 kg (+-6,54), (c) estatura 165 cm (+-0,07), (d) (%G) 13,82 (+-2,27), (e) IMC 21,59 (+-1,91). A massa corporal total das atletas, quando expressa em kg, obteve diferença significativa. Observaram-se menor quantidade de gordura corporal (G%) e maior quantidade de massa corporal magra nas atletas. De acordo com Lohman (1992), que sugere um percentual de gordura corporal ideal para mulheres de 12% a 16%, as atletas se encontram dentro do (%G) atual de 13,82 (+-2,27), ou seja, ideal para a população.

Pelo fato das atletas serem constituídas de alto nível composta por jovens e realizarem treinamentos aeróbios e anaeróbios em dois períodos diários de segunda à sexta-feira, dessa forma já apresentam resposta adaptada do metabolismo lipídeo na produção energética ao treinamento. Essa adaptação causa forte impacto na composição corporal das atletas e pode ter determinado o (%G), significantemente baixo. Através desta pesquisa também podemos observar o (%G) atual das atletas de acordo com o posicionamento tático e obtivemos os seguintes resultados: (a) laterais 13,86 (+-3,67), (b) meias 13,00 (+-1,63), (c) zagueiras 12,67 (+-1,73), (d) atacantes 14,48 (+-1,81), (e) goleiras 14,70 (+-1,27).

De acordo com esse dados podemos observar que as atletas que atuam em determinadas posições onde a demanda energética é menor durante o jogo, obteve maiores percentual de gordura como é o caso das goleiras e as atacantes. No entanto as atletas que atuam como laterais, meias e zagueiras, obtiveram um percentual de gordura menor isto pode estar relacionado ao fato de exercerem funções táticas onde se exige um gasto energético elevado, onde o ritmo e a intensidade no jogo é maior exigida dessas posições. Pois ambas posições realizam treinamentos diários aeróbio e anaeróbios em dois períodos, de cinco vezes semanais, são excluídas desse treinamento, somente as goleiras, que fazem um treinamento especifico com o treinador de goleiras.

Entretanto com esses dados é possível caracterizar o perfil antropométrico das atuais atletas de equipes adultas profissionais da elite do futebol feminino paulista.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O PAPEL DOS OBSERVADORES TECNICOS NOS CLUBES DE FUTEBOL

Prognóstico de talentos, subjetivo e extremamente complexo, deve contar com o respaldo de uma abordagem prática e científica

"Fabrício Moreira "

Um dos mais recentes profissionais contratados para compor a equipe de trabalho de base dos clubes brasileiros são os denominados “experts” na detecção e seleção de novos talentos para as grandes agremiações. São os chamados “observadores técnicos”, mais conhecidos no meio esportivo como “olheiros”, responsáveis pela busca cada vez maior por craques para os times secundários.

Nestes casos, os clubes buscam contratar esse tipo de profissional para correr as grandes regiões e seleiros de grandes jogadores do país. São muitas vezes ex-atletas dos próprios clubes que passam a exercer essa função no departamento de base.

No entanto, a sua figura, o seu papel e a sua função como identificador de talentos leva a alguns questionamentos. De que competências devem dispor um observador? Como se baseiam tais competências? Qual deva ser ou não a sua qualificação? Ou, principalmente de quais critérios se baseiam os avaliadores na detecção do talento? Como deverá ser um processo de seleção de jovens atletas para o futebol de competição? Quais variáveis relevantes para determinar o futuro desempenho?

Como se vê, não faltam questões para se discutir sobre o papel e os critérios do campo de atuação do avaliador técnico. Além disso, é preciso entender a fundamentação teórica ou científica sobre os princípios e requisitos utilizados na avaliação de atletas. É indiscutível a importância do avaliador na tomada de decisão no processo de detecção de talentos para o futebol como um todo.

Ora, isso relembra o futebol com preocupação, atendendo ao nível de formação de muitos daqueles que o dirigem, organizam e o realizam.

Desta maneira, vale recorrer ao convite da prefigura sociedade pedagógica (Bento; Garcia; Graça, 1999): porque é inaceitável e é expressão de irracionalidade, de oportunismo e imoralidade a animosidade de muitos treinadores contra a formação, contra o conhecimento, contra as ideias.

A questão é que tal prognóstico de talentos, subjetivo e extremamente complexo que vem sendo realizado por treinadores, professores e avaliadores, tenha o respaldo de uma abordagem prática e científica, que não tem a intenção de substituir a importância dos “experts”, mas sim auxiliar sobremaneira na identificação e formação do talento futebolístico.

Portanto, devem ser elaboradas pesquisas fundamentadas nos critérios de detecção de talentos, em específico no futebol pela relevância cultural no país, por parte das equipes técnicas com referência aos aspectos do treinamento esportivo (bio-psico-sociais): desenvolver capacidades motoras e meios de avaliação e testes específicos; identificar variáveis relevantes e críticas; integrar pesquisadores com os técnicos (teoria e prática); pesquisar a forma dos programas de promoção e seleção de talentos; promover a capacitação e interação dos profissionais na área de formação e promoção de talentos esportivos.

A incerteza da avaliação e variedade de critérios são características do sistema de promoção de talentos. Mesmo o critério de surgimento de desempenho precoce é no máximo avaliado criticamente com um indicador fraco e tido também como o responsável por altas perdas de talentos futuros.

Essa incerteza do prognóstico junto a orientações práticas de ações tem resultados do conhecimento e da experiência, fundamentados na ciência, com significado prático, mediante sucessos em competição.

Vale lembrar que a detecção de talento está ligada diretamente ao processo de treinamento consciente, efetivo, planejado em longo prazo e organizado na integração da promoção do talento.

Nesse processo de desenvolvimento e mudança há a responsabilidade do observador técnico e da equipe de trabalho sob complexidades humanas e técnicas de alto grau de liberdade e quantidade ilimitada de variações com caráter indeterminado.

Essas são algumas das reflexões sobre o papel do observador técnico e seus procedimentos adotados na maneira de captar e formar novos talentos que revestem grande interesse para a investigação.