Bonsucesso F.C

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sexta-feira, 23 de março de 2012

BANHO DE IMERSÃO NO GELO - CRIOTERAPIA


Crioterapia é a aplicação terapêutica de qualquer substância ao corpo, resultando numa retirada do calor corporal e, por meio disso, rebaixando a temperatura tecidual.

A crioterapia é uma modalidade terapêutica aplicada intensamente na Medicina do Esporte, principalmente o gelo, que é utilizado, embora muitas vezes, sem fundamentos de pesquisa científica.

Os efeitos fisiológicos ocasionados pelo uso da crioterapia são: anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular, estimula o relaxamento, permite a mobilização precoce, melhora a amplitude de movimento, estimula a rigidez articular, redução do metabolismo, redução da inflamação, estimula a inflamação, redução da circulação, estimula a circulação, redução do edema, quebra do ciclo dor-espasmo.

A escolha correta do método de aplicação deve ser baseada, principalmente, de acordo com a área a ser tratada, sendo que o tempo de aplicação varia tanto em relação ao método utilizado como a área, isto é, uma articulação que apresenta menor espessura do tecido adiposo (gordura), o tempo necessário para atingir o resfriamento é menor do que em uma outra área que possui uma maior quantidade de tecido adiposo.

Imersão em água gelada – Podemos dizer que será uma das técnicas mais eficazes, no entanto, ainda a menos utilizada no desporto nos nossos dias. Consiste em introduzir a área afectada num recipiente (a mais usado é a banheira) com água e cubos de gelo. È muito útil (mas muito dolorosa) para evitar as micro-rupturas. Este método provoca uma rápida diminuição da temperatura e da dor. Útil em extremidades como cotovelo, braço, mão e tornozelo, podendo também ser utilizada em grandes superfícies corporais como a região lombar ou membro inferior. Na aplicação desta técnica devemos ter em consideração que a perda da temperatura da água ocorre na medida em que o gelo derrete, logo para a mantermos, devemos repor o gelo constantemente. Ainda será de considerar que a água, nos 5 minutos iniciais após a imersão, tende a aquecer na região que circunda a região que está a ser tratada, logo devemos movimentar a água de uma forma constante para que não interfira com o tratamento. Nunca será demais relembrar, por uma questão de higiene, que essa água não deve ser reaproveitada para novo tratamento. O tempo de imersão é regulado atendendo ao quanto se pretende reduzir a temperatura local.

FONTE: www.quirofisio.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Treinamento funcional no futebol



Com o passar dos anos a ciência aliada ao treinamento desportivo vem buscando aperfeiçoar mecanismos de aplicação de treinamentos que busquem a excelência em rendimento através de métodos específicos de cada modalidade. Os esportes individuais no decorrer dos anos alcançaram resultados mais diretos na busca pela especificidade da manipulação das cargas de treinamento comparado aos esportes coletivos.
O futebol, dos esportes coletivos, sempre foi a modalidade que mais impõe barreiras para a implantação de técnicas novas de treinamento que visam não somente alto rendimento individual e coletivo, mas geram uma adaptação ao organismo do atleta, proporcionando uma maior equilíbrio muscular e com isso um menor risco de lesões muscular e articular.

O treinamento funcional tem como foco dentro do futebol dois objetivos claros e interdependentes:

1- Melhora do movimento específico do futebolista durante as fases mais intensas e decisivas do jogo;
2- Um maior equilíbrio das cadeias musculares, minimizando com isso as chances de dores e lesões inerentes ao futebolista.
As vertentes que compõe o treinamento funcional dentro do futebol são: treinamento de força, core e propriocepção.
A força é aplicada com o principal objetivo de melhora da resposta muscular aos movimentos mais intensos e específicos do jogo. O treinamento de força tem como função primária melhorar a ação motora do futebolista dentro dos treinamentos e jogos. O futebol é um esporte misto e intermitente, onde o atleta realiza diversas ações musculares intensas e curtas com longas pausas para as novas ações. As ações motoras na fase ativa da partida, na maior parte das vezes, são realizadas através de movimentos rápidos e intensos com ação específica dos grandes grupos musculares.
A manipulação dos exercícios de força pretende dentro do futebol, criar uma adaptação ao atleta, para poder realizar os movimentos com mais intensidade e segurança, prorrogando ou diminuindo a chance de fadiga muscular. As manifestações de força do futebolista são força máxima, força explosiva e resistência de força explosiva.
Para o futebolista poder desempenhar o seu melhor desempenho através do treinamento de força, o fortalecimento das suas articulações e bem como seu centro de equilíbrio e controle deve ser treinado e aprimorado através do treinamento do core e da propriocepção.
A região do core pode ser entendida com a conexão entre os membros superiores e inferiores, se tornado a base do movimento de cada indivíduo, pode ser entendido como o produto de um controle motor e da capacidade muscular do complexo quadril-lombar-pelve. 
Os movimentos realizados pelos membros são iniciados e posteriormente equilibrados pela região do core. Com o core bem equilibrado e fortalecido, o futebolista conseguirá realizar as ações musculares com maior segurança, gerando mais força com menos gasto de energia e conseqüentemente uma menor possibilidade de fadiga.



Contudo por mais força que o atleta conseguir realizar pelos membros e por mais fortalecido e equilibrado estiver a região do core, de pouco adianta se as articulações específicas não forem treinadas e fortalecidas da forma pontual e correta. A propriocepção tem como principal característica o fortalecimento das articulações correspondentes ao futebolista (tornozelo, quadril e joelho).
A propriocepção não age isoladamente na articulação, ela fortalece também a musculatura que compõe cada articulação. O fortalecimento articular através da propriocepção acontece através da estimulação dos receptores (especialmente os mecanorreceptores), da estimulação ao fuso muscular e ao órgão tendinoso de Golgi.

O treinamento funcional dentro do futebol é realizado dentro dessas três vertentes (força, core e propriocepção).
 A principal diretriz para a aplicação treinamento funcional dentro do futebol é conseguir aplicar cada uma das vertentes de forma específica, simulando os exercícios com gestos iguais ou parecidos com os realizados pelos futebolistas dentro dos treinos e jogos.
Os exercícios para serem específicos devem ser realizados pelos grupamentos musculares específicos dos futebolistas, com a alta intensidade, com a velocidade de movimento parecida com a de jogo, e com a freqüência de movimentos próxima a da realidade encontrada em uma partida de futebol.
É possível o treinamento de forma integrada, com as três vertentes do treinamento funcional estimuladas ao mesmo tempo, ou isolando cada uma das vertentes em cada sessão de treino, essa divisão é pedagógica e pode evoluir de acordo com aceitação e evolução dos atletas.

O treinamento funcional dentro do futebol não prioriza a prevenção de lesões em detrimento ao alto rendimento, ele contribui para os dois objetivos agirem em conjunto proporcionando ao futebolista moderno um maior fortalecimento e equilíbrio muscular, potencializando o rendimento de forma complexa e específica. 


Sandro Sargentim
Preparador físico do S. C. Corinthians Paulista

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cinto de Tração – Explosão e Resistência Muscular


Indispensável em treinos que focam o aumento da performarnce e resistência de um atleta, o cinto de tração é acessório obrigatório em um treinamento de qualidade, uma vez que seu uso pode ser mesclado em diversas práticas esportivas, tais como natação e futebol. Um dos seus principais benefícios é a melhora significativa do nível de explosão muscular, pois o mesmo atua diretamente no aumento da potência melhorando o tempo da arrancada. A utilização do cinto de tração pode ser feito em dupla ou individualmente, lembrando que em dupla a utilização do mesmo se faz em sentidos opostos exercendo forças de tração em sentido duplo. Antes de comprar um cinto de tração é importante observar alguns itens importantes, pois o material e a marca do produto podem influenciar diretamente no preço e na qualidade do cinto. Entre as marcas mais conhecidas estão a TorianCepall Actual.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Hidratação no Futebol



O futebol é o esporte mais popular do mundo (FIFA, 2005; PRADO et al, 2006), que a cada dia ganha mais adeptos, aumentando assim o interesse da mídia no mundo inteiro e chamando a atenção de uma infinidade de pessoas (CORRÊA et al, 2002). Ele é um esporte dinâmico que envolve exercícios físicos intermitentes e a intensidade do esforço físico e performance do atleta profissional depende de um conjunto de fatores, entre eles, posicionamento do atleta, qualidade do adversário, importância da partida, fatores táticos, técnicos, nutricionais, psicológicos e físicos (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001).
Dentre todos os fatores que compõem a preparação de um jogador de futebol, um dos mais importantes é a nutrição (PRADO et al, 2006). Um suporte nutricional adequado às características do indivíduo faz com que ele tenha um rendimento melhor dentro de sua prática esportiva (GROSS et al, 2001). Uma alimentação adequada é constituída, em primeiro lugar, de condição prévia para poder efetuar o exercício físico de certa intensidade e/ou duração (SBME, 2009). Em segundo lugar, visa equilibrar a perda hidroeletrolitica e energética durante o exercício físico, para que se possa manter os níveis de glicogênio muscular e evitar assim a fadiga durante o esforço físico (GROSS et al, 2001). Em terceiro lugar, uma alimentação nutricionalmente adequada após o exercício faz com que aconteça uma rápida e eficiente reposição dos substratos energéticos utilizados durante o exercício físico, e uma ressíntese dos carboidratos do organismo, reidratação e descanso (GROSS et al, 2001). Por isso é de extrema importância que o atleta tenha consciência que uma alimentação e hidratação adequada, antes, durante e após a atividade física é essencial para a melhora do seu rendimento (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001; MCARDLE, 2003).
Diferentes estudos têm evidenciado a importância do estado de hidratação perante a tolerância ao exercício prolongado, levando a crer que indivíduos que estão bem hidratados respondem melhor à elevação da temperatura corporal, do que os que não tiveram uma hidratação correta (ACSM, 2005).
Um estudo feito por Shirreffs et al. (2005) com 26 jogadores profissionais durante uma sessão de treino de 90 minutos em uma pré-temporada, demonstrou que estes atletas não ingeriam adequadamente líquidos durante o treino acarretando uma perda significante de peso e uma queda do rendimento. Outro estudo feito por Al-Jaser & Hasan (2006) corrobora com o estudo anterior, visto que eles observaram que os atletas não consumiam a quantidade suficiente de líquidos durante um treino realizado em um ambiente quente e úmido. Estes estudos demonstram a falta de atenção tanto dos profissionais que trabalham nesta área, quanto dos próprios jogadores, porque além da importância fisiológica da ingestão de líquidos, também o fator protetor para possíveis acometimentos físicos como câimbras merecem atenção (CARTER; CHEUVRONT; SAWAKA, 2007).
Os jogadores de futebol podem perder até três litros ou mais de suor durante um jogo em dia quente (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001). O desempenho durante jogos ou treinos pode diminuir 30%, com a perda de 5 a 6% de peso corporal (GUERRA, SOARES, BURINI, 2001).
Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2009), para que um indivíduo inicie sua prática esportiva bem hidratado ele deve ingerir cerca de 250 a 500 ml de água duas horas antes do exercício. Após o início do exercício é recomendado que se comece a ingerir líquidos a partir dos primeiros 15 minutos e continuar ingerindo a cada 15 a 20 minutos. É importante salientar que o volume a ser ingerido varia de acordo com as taxas de sudorese, na faixa de 500 a 2000 ml/hora. Também vale a pena atentar-se a importância de continuar ingerindo líquidos após o exercício para compensar as perdas adicionais de água pela urina e suor (SBME, 2009).
No geral, é aconselhável que ocorra uma reposição de 150% do volume perdido durante o exercício (SBME, 2009; ACSM, 2007). Não se esqueça que essa reposição deve ser feita além da quantidade de 2 a 2,5 litros/dia, que é a recomendação geral para não praticantes de exercícios (SBME, 2009). Além da hidratação, é importante se atentar quanto a reposição de carboidratos e eletrólitos durante os treinos e partidas de futebol.


Referencias Bibliográficas:

ALCANTARA H. A magia do futebol. Estud. av.  2006,  v. 20,  n. 57.
AL-JASER, T.A., HASSAN, A.A.A. Fluid loss and body composition of elite Kuwaiti soccer players during a soccer match. J Sports Med Phys Fitness; 46:281-5, 2006.
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Roundtable on hydration and physical activity: consensus statements. Med Sci Sports Exerc 2005.
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Exercise and fluid replacement. Med Sci Sports Exerc, 2007.
CARTER, R., CHEUVRONT, S.N., SAWAKA, M.N. Doenças provocadas pelo calor. GSSI 2007 Disponível em: http://www.gssi.com.br. Acessado em: 04/12/2009.
CARVALHO, T., RODRIGUES, T., MEYER, F., LANCHA JR, A.H., DE ROSE, E.H. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Rev Bras Med Esporte, 9:43-56, 2009.
FIFA. Nutritional for Football: a practical guide to eating and drinking for health and performance. Based on an international consensus conference held at FIFA house in Zurich 2005, Sept, p. 18-21.
GUERRA, I., SOARES, E.A., BURINI, R.C. Aspectos nutricionais do futebol de competição. Rev Bras Med Esporte,  v. 7,  n. 6, 2001.
GROSS, M.G., GUTIÉRREZ, A., MESA, J.L., RUIZ-RUIZ, J., CASTILLO, M.J. La nutrición en la práctica deportiva:adaptación de la pirámide nutricional a las características de la dieta del deportista. Alan, v. 51, n. 4, p. 321-331, 2001.
KIRKENDALL, D. Fisiologia do futebol. In: Garrett Jr WE & Kirkendall D. A ciência do exercício e dos esportes. Porto Alegre: Artmed 2003.
MCARDLE, W.D., KATCH, F.I., KATCH, V.L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
PRADO, W.L., BOTERO, J.P., GUERRA, R.L.F., RODRIGUES, C.L., CUVELLO, L.C., DAMASO, A.R. Perfil antropométrico e ingestão de macronutrientes em atletas profissionais brasileiros de futebol, de acordo com suas poisições.Rev. Bras. Med. Esporte, v.12, n.12, 2006. 
SHIRREFFS, S.M., ARAGON-VARGAS, L.F., CHAMORRO, M., MAUGHAN, R.J., SERRATOSA, L., ZACHWIEJA, J.J. The sweating response of elite professional soccer players to training in the heat. Int J Sports Med, 26(2):90-5, 2005.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Suplementação no futebol


Encontre aqui as melhores dicas de suplementos e aprenda a melhorar seu rendimento físico durante uma partida de futebol

Uma partida de futebol exige que o atleta se movimente o tempo todo dentro do campo. O futebol é um esporte coletivo e é importante que o jogador tenha um bom preparo para poder colaborar o tempo todo com o time.
O futebol exige uma boa arrancada, boa impulsão, velocidade, força física e resistência muscular. Mas para isso, é preciso ter uma boa alimentação e complementar os treinos com exercícios cardiovasculares de longa duração e exercícios de musculação para obter força e potência muscular. Além disso, é necessária uma boa flexibilidade e articulações saudáveis. Jogar bem, atingir um bom nível de competitividade e obter sucesso não é fácil. É preciso muito trabalho duro.
Você pode conseguir uma excelente performance aplicando essas medidas de condicionamento físico em conjunto com uma boa alimentação e suplementação. A alimentação e condicionamento físico são bastante enfatizados em um programa de treinamento de futebol, enquanto a parte de suplementação é deixada de lado, apesar de ser bastante importante para complementar a alimentação e melhorar o desempenho físico e atlético.
Uma suplementação específica para o futebol pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso, por essa razão não deve ser deixada de lado. Os suplementos indicados a seguir cumprem as necessidades específicas para um jogador de futebol.

- Suplementação para auxiliar no futebol:

Sports drinks: São considerados os suplementos mais ricos em carboidratos. Os carboidratos são o combustível mais eficiente para o corpo em esportes de longa duração e extremamente disputados como o futebol, pois são armazenados como glicose no fígado e nos músculos, e requerem menos oxigênio para serem queimados do que proteínas ou gorduras. Os jogadores que ingerem bebidas contendo carboidratos mantêm intensidade maior de exercício durante o jogo. O carboidrato deve ser ingerido antes que ocorra a fadiga muscular, para assegurar que esteja disponível quando os níveis de glicogênio muscular estiverem baixos. Além de fornecer a quantidade de carboidratos que os jogadores e/ou praticantes de futebol necessitam, os sports drinks irão deixar o corpo hidratado durante a partida. O que é de extrema importância, porque durante uma partida de futebol perde-se muito líquido.

Maltodextrina: Ideal para o jogador de futebol, pois contém polímeros de glicose, compostos de açúcar unidos que são mais fáceis para o corpo assimilar e usar. Esses polímeros são metabolizados de forma lenta e constante, o que ajuda a sustentar os níveis de energia ao longo de toda a partida de futebol, que é um esporte que necessita que o praticante tenha bastante resistência.



Whey protein: É a fonte ideal de proteínas para o atleta de futebol, pois é absorvida rapidamente pelo organismo e pode ser usada como fonte de energia para o pré-jogo, durante o jogo e para o pós-jogo. Whey protein impede a ação de hormônios que destroem músculos e pode ajudar no crescimento dos tecidos musculares. O aumento de massa muscular ajudará na sua função muscular e melhorará sua performance atlética. O whey protein vai fornecer energia para músculos cansados e danificados e ajudará na sua recuperação pós-jogo. O whey protein isolado é o mais indicado para a recuperação pós-jogo.

Whey protein isolado:
 Proteínas são essenciais para a regeneração dos músculos e dos tecidos dos jogadores de futebol, pois durante a partida o desgaste dos músculos é muito grande. O whey protein isolado tem justamente a função de ser ingerido após os exercícios físicos. É nessa hora crítica, depois de um estresse físico intenso, que as células ficam como esponjas para absorver os nutrientes. O apetite das células nesse momento e as propriedades da rápida bio-disponibilidade do whey protein isolado (WPI) fazem com que a recuperação e os ganhos musculares sejam completos.
Multivitamínicos: Futebol é um jogo de resistência. Os jogadores usam vitaminas e minerais em um nível alto, pois eles estão constantemente em movimento. Durante uma partida é necessário ter energia e concentração para dominar a competição. Quando acaba o jogo, você precisa das vitaminas e minerais para a recuperação. Os multivitamínicos devem conter uma grande quantidade de vitaminas solúveis em água. Colina, ácido fólico, zinco, inositol são elementos muito importantes também para ajudar seu corpo a regular a quantidade de açúcar no sangue e os níveis de energia durante a partida.
BCAA: Os aminoácidos são fontes fundamentais de proteínas para os jogadores de futebol, pois essas são essenciais para o crescimento muscular. Um jogo de constante correria pode resultar na perda de tecidos musculares, por causa da demanda de energia. Dessa forma, os aminoácidos da cadeia ramificada ajudam a inibir a perda de tecido muscular. Os aminoácidos da cadeia ramificada são usados para fornecer energia para os músculos que são mais exigidos durante a partida e melhorar sua resistência. Ao manter o seu sistema imunológico fortalecido, o BCAA ajuda na recuperação depois de um jogo muito disputado. Por esses motivos, você deve usar BCAA para o pré-jogo e para o pós-jogo.
Packs: São ricos em nutrientes para complementar a dieta e aumentar o ganho de massa muscular, energia, força e performance. É indicado para os jogadores de futebol porque eleva a quantidade de nutrientes que vão para o tecido muscular, aumentando a performance durante o jogo e acelerando a velocidade de recuperação.

- Benefícios do futebol:

  • Fortalece as musculaturas das pernas e do tronco.
  • Aumenta a massa muscular das pernas e o tecido ósseo dos membros inferiores.
  • Aumenta os batimentos cardíacos e, conseqüentemente, a capacidade física.
  • Melhora o nível de VO2 (quantidade máxima de oxigênio que seu sistema cardiovascular pode transportar para seus músculos e que eles podem então usar para produzir energia), por ser uma atividade aeróbica potente.
  • Pode ser praticado em diversos pisos: grama, grama sintética, areia e futsal.
  • Gasto calórico de 450 a 600 Kcal/hora.
  • Estimula a circulação sangüínea.
  • Melhora a flexibilidade, a coordenação, a mobilidade articular, o reflexo, a agilidade e a concentração.
  • Elimina o estresse e a ansiedade.
  • Reduz o risco de várias doenças como as cardíacas, diabetes, pressão alta, etc.
  • Favorece o trabalho de vários sistemas do corpo como o digestivo, o imunológico, o nervoso, o muscular, o esquelético, o endócrino e o respiratório, ativando as suas funções.

- Riscos/cuidados do futebol:

  • Fica propenso a lesões nas articulações dos membros inferiores, principalmente joelho e tornozelo. Podem ocorrer lesões também nas coxas e panturrilhas.
  • Caso a pessoa não tenha um condicionamento físico de base, treinamento da musculatura esquelética e exercícios aeróbicos, a proteção às articulações fica reduzida, assim como o condicionamento físico.
  • Os praticantes de futebol que não têm o hábito de fazer abdominais com freqüência estão sujeitos a problemas na coluna.
  • Para que o praticante de futebol faça uma boa partida, ele deve ingerir bastante carboidrato. Algumas sugestões de alimentos ricos desse nutriente e que têm fácil digestão são: frutas, suco de frutas, macarrão, biscoitos e pães.
  • Deve ser ingerida bastante água antes e durante as partidas, para repor a perda de líquido e evitar desidratação.
  • Logo após o treino (ou a partida), os estoques de carboidratos devem ser repostos, para que o glicogênio - energia que se deposita nos músculos - seja recuperado. Os minerais e as vitaminas também precisam ser consumidos. Para isso, frutas e suco de frutas são ótimas opções.

- Principais grupamentos musculares trabalhados no futebol:

  • Panturrilhas.
  • Coxas .
  • Glúteos.
  • Costas.
  • Abdômen.

- Dicas para um melhor rendimento físico no futebol:

  • O futebol é caracterizado por variações de intensidade durante o jogo. Os sprints (piques) curtos são intercalados com períodos de jogging (corrida lenta), caminhadas, corridas de passos moderados e ficar parado. Cabe a cada jogador saber administrar sua capacidade física e saber cadenciar o jogo na hora certa.
  • É essencial que o jogador antes de uma partida alongue bastante e, além disso, faça um aquecimento. Bata uma bola ou dê uma corridinha. O importante é o jogador não entrar frio na partida.
  • Complemente o futebol com musculação para adquirir mais força, potência e resistência muscular.
  • É importante fazer aulas de flexibilidade, para ampliar a mobilidade articular.
Referências bibliográficas:

1. 'Carbohydrate, Fluid, and Electrolyte Requirements of the Soccer Player: A Review,' International Journal of Sport Nutrition, vol. 4, pp. 221-236,1994)
2. alive #216, October 2000
3. Boden, B., Griffin, L., and W. Garrett. “Etiology and Prevention of Noncontact ACL Injury.” The Physician and Sportsmedicine, vol. 28, no. 4, April 2000.
4. Bernier, M. “Soccer and ACL Injuries.” Soccer Journal, July/August 2000.
5. OLSEN, L. et al. Strategies for prevention of soccer related injuries: a systematic review. British Journal of Sports Medicine v.38, n.1, p.89-94. fev. 2004
6. HAWKINS, R.D. et al. The association football medical research programme: an audit of injuries in professional football. British Journal of Sports Medicine, v.38, n.4, p.466-71. ago, 2004.
7. DVORAK, J. et al. Risk Factor Analysis for Injuries in Football Players. Possibilities for a Prevantion Program. American Journal of Sports Medicine v.28, n.5. S69-S74, 2000.
8. CHOMIAK, J. et al. Severe Injuries in Football Players. American Journal of Sports Medicine v.28, n.5. S58-S68, 2000.

www.corpoperfeito.com.br

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como treinar pliometria no futebol?


Para atleta mais avançado que domina técnica do salto em profundidade, o desafio será encontrar a altura ideal.
Antes de iniciar um treino pliométrico é importante que seja feito um período de adaptação. Isso porque esse tipo de treino exige grande componente neuromuscular que ao ser desprezado aumenta a chance de ocorrência de lesão.
Embora a pliometria possa ser realizada por homens e mulheres de diferentes idades e categorias, alguns cuidados precisam ser tomados.
O ponto mais crítico do treinamento pliométrico é a técnica e, por esse motivo, realizar trabalhos educativos desde as categorias de base é fundamental. Entre os exercícios educativos que podem ser realizados com esse intuito encontram-se saltitos ou saltos com uma das pernas; com as duas pernas de forma alternada ou simultanea; com ou sem flexão de joelhos; somente com flexão e extensão de tornozelos; em terrenos de aclive ou declive; sem ou com obstáculos (plintos, cones, barreiras, bancos, etc.); com ou sem mudança de direção; com deslocamento frontal ou lateral; com ou sem carga externa.Esses exercícios podem ser usados como parte de aquecimento do treino ou também podem compor uma parte específica da sessão.
Para atletas mais avançados que já dominam a técnica do salto em profundidade, o desafio será encontrar a altura ideal de cada salto. É importante lembrar que o foco desse treino é fazer com que o atleta geralmente passe por quatro fases: i – queda rápida; ii – amortecimento breve; iii – restituição de energia elástica de forma rápida, e; iv – novo salto no menor tempo possível e o mais alto possível.
Quando se tem plataformas de contato que estimam a altura do salto, determinar cada uma dessas fases fica mais simples. Para aqueles que não as possuem, a solução é encontrar a altura ideal de salto pelo método de tentativa e erro. Se esse é o seu caso, faça a observação minuciosa da técnica e verifique o que está ocorrendo com a altura do salto. Se a mesma estiver aumentando, então a altura desejada ainda não foi alcançada e mais algumas tentativas precisam ser realizadas até que você encontre a altura ótima. Se a altura do salto estiver diminuindo, então você deve cessar as tentativas e escolher o salto em que o atleta alcançou a maior altura.
Lembre-se que o contato com o solo também é importante. Mas como a olho nu este tempo de contato é imperceptível, crie condições para que seu atleta saia do chão no menor tempo que ele conseguir. Você pode pedir para ele imaginar que está saltando sobre brasas ou melhor ainda será colocá-lo para saltar em declive.
O treino deve ser breve e nos primeiros sinais de fadiga os exercícios devem ser imediatamente interrompidos. Caso isso não ocorra, a efetividade do treino será perdida e o atleta estará mais propenso a se lesionar.
Quanto ao número de vezes na semana que a pliometria deve ser praticada, alguns estudos demonstram que apenas um estímulo por semana já é capaz de melhorar algumas variáveis de performance. No geral, realizar esse tipo de treino duas vezes por semana já é mais do que suficiente. No entanto, essa quantidade irá depender das condições e dos objetivos que se tem para cada jogador.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Propriocepção






PROPRIOCEPÇÃO:

A propriocepção é hoje uma das mais importantes fases do tratamento fisioterapêutico e vem ganhando espaço nos clubes de futebol com objetivo de prevenir lesões e proporcionar ganhos de força muscular em atletas, por isso a importância da atualização sobre este assunto. Este artigo aborda o que é propriocepção, como os receptores convergem os estímulos externos em proprioceptivos, os principais receptores articulares, tendinosos e musculares; exercícios proprioceptivos e as suas fases. Aborda ainda a neurofisiologia da lesão e da propriocepção. Este trabalho tem o objetivo de demonstrar aos leitores a importância da propriocepção na prevenção de lesões repetitivas.

NEUROFISIOLOGIA:

Sabe-se que praticamente todas as pessoas passaram, passam ou passarão um dia por algum tipo de lesão, refiro-me especialmente as lesões articulares e musculares, e boa parte dessas lesões são causadas por algum tipo de trauma que levam a pessoa ao desequilíbrio, instabilidade, e por conseqüência a lesão. Entretanto, muitas vezes uma pessoa se encontra em uma situação de total desequilíbrio e não se lesiona. Isso ocorre graças ao engrama sensorial, que é formado, de diferentes formas e individualmente, de acordo com as experiências já vivenciadas. Quanto mais e diferentes estímulos uma pessoa teve em sua vida, provavelmente terá menos lesões por falta de estabilidade, uma vez que o organismo reconhecerá aquele estimulo e desta forma rapidamente será capaz de se adaptar, gerando equilíbrio. Quando uma articulação é lesionada toda aquela memória antes formada é perdida, sendo necessário que haja formação de nova memória para evitar lesões repetitivas naquela articulação. Deve-se prevenir a formação de um engrama sensorial patológico, normalmente adquirido pela posição antálgica.
Os grandes responsáveis por todo esse processo de percepção de movimento, posição articular etc. são os receptores. Os receptores são pequenos órgãos especializados em internalizar informações obtidas do meio externo ou mesmo de enviar informações ao SNC sobre as relações do corpo com ele mesmo ou com o meio externo. "As informações partidas dos receptores, chegada rápida e corretamente ao SNC, determinará uma resposta adequada, equilibrando músculos agonistas e antagonistas, ajustando a posição ou o movimento articular". Tais informações chegam ao SNC pela capacidade que os receptores de converter diferentes formas de energia em alterações do potencial de sua membrana. Esse fato é chamado de potencial gerador. As fibras nervosas aferentes, ou seja, que levam as informações ao SNC, transformam esse potencial gerador inicial em potenciais de ação, que serão transmitidos ao longo dessas fibras até o SNC. Para cada mínimo movimento haverá uma despolarização da membrana com uma voltagem específica. O equilíbrio também é dado por esses receptores que informam constantemente ao SNC a posição articular e a velocidade do movimento através das fibras eferentes, que trazem as respostas do SNC.


TIPOS DE RECEPTORES:

Receptores articulares musculares e tendinosos Detectam alterações de tensão e posição das estruturas na qual estão localizados: ângulo articular, velocidade de movimento articular, tração articular, contração muscular e força da contração muscular. - Receptores articulares São encontrados nas cápsulas e ligamentos articulares.
São estimulados a partir da deformação. A informação destes receptores articulares notifica continuamente o SNC sobre a angulação momentânea e a velocidade do movimento da articulação.Tipo 1 São encontrados no interior da cápsula articular. Fornecem informações acerca das mudanças na posição articular. É um mecanorreceptor estático e dinâmico, dependendo da posição, pressão intra-articular, e dos movimentos articulares (ativos e passivos). Sua adaptação é lenta, sendo ativado em todas as posições articulares, mesmo com a articulação em repouso. Podem ser ativados também por tato e pressão.Tipo II São encontrados na cápsula articular. Fornecem informações sobre a velocidade do movimento. E um mecanorreceptor dinâmico. Sua adaptação é rápida e inativa em repouso. E estimulado por estímulos mecânicos rápidos e repetitivos.Tipo III São encontrados nos ligamentos. Registram a verdadeira posição articular. E um mecanorreceptor dinâmico. Sua adaptação é lenta. E estimulado com movimentos externos ativos ou passivos.Tipo IV São encontrados nas cápsulas articulares. Fornecem informações dolorosas a nível dos tecidos articulares. Sua adaptação é lenta. E ativado pelas deformações mecânicas. - Receptores muscularesFusos neuromusculares São encontrados nos músculos esqueléticos. Sinalizam o comprimento do músculo e a velocidade do movimento. Detectam as modificações no comprimento das fibras musculares extrafusais pela contração e enviam essas informações para o SNC onde se geram reflexos para manter a postura do corpo e regulam as contrações dos músculos envolvidos nas atividades motoras. As fibras intrafusais do fuso neuromuscular são envoltas por terminações nervosas anuloespirais. Quando há alongamento ou estiramento dessas fibras, as terminações nervosas sofrem deformações e são ativadas. Dai essa informação de deformação passa pelas fibras nervosas aferentes que fazem sinapse com os grandes neurônios motores do corno anterior da medula, chegam a área somestésica e voltam através dos neurônios eferentes. O estímulo é transmitido as fibras extrafusais, através das placas motoras, que então se contraem. A esse fenômeno chamamos de reflexo miotátíco O encurtamento do músculo como um todo alivia o estiramento dos fusos musculares, removendo, portanto o estimulo dos receptores.
. - Receptores tendinosos Órgão tendinoso de Golgi (OTG) Situam-se dentro dos tendões, próximos do ponto de fixação das fibras musculares. Algumas fibras se conectam diretamente com o OTO, que é estimulado pela tensão produzida por esse feixe de fibras, ou seja, quando há estiramento do tendão (ou contração muscular). A chegada destes impulsos aferentes na medula excita os interneurônios inibitórios, que por sua vez inibem os motoneurônios do músculo em contração, limitando assim a força desenvolvida e que será maior que a tolerada pelos tecidos que estão sendo estirados. Neste ponto agem como "disjuntores" do músculo. Esse fato é chamado de reflexo miotático inverso Em casos de lesões os receptores podem estar alterados, causando desequilíbrios. Devido à posição antálgica, adquirida como um mecanismo pessoal de proteção, há formação de engrama sensorial patológico. Deve-se prevenir este engrama patológico Essa articulação deve ser trabalhada o mais rápido possível para a formação de um novo engrama sadio. Isto pode ser feito através de exercícios proprioceptivos que através dos desequilíbrios estimulam os receptores a enviarem informações ao cérebro para que este envie respostas motoras na tentativa de equilibrar o corpo. Este ciclo equilíbrio/desequilíbrio atuará na formação da "memória do movimento". No SNC a informação é integrada com as que vêm dos órgãos sensoriais: retina e aparelho vestibular. Esses sentidos são usados para ajustar a localização, tipo, número e freqüência de ativação das unidades motoras, de tal modo que uma apropriada tensão muscular seja desenvolvida para efetuar os movimentos desejados.

EXERCÍCIOS PROPRIOCEPTIVOS:

São exercícios específicos que visam estabelecer o equilíbrio dinâmico das articulações. São executados mediante tomada de peso sobre a articulação e situações criadas a fim de promover a reeducação do equilíbrio. Promovem desequilíbrio músculo-articular, que proporcionam movimentos complexos e estabilizam a articulação. A importância e o objetivo destes exercícios consistem em após uma lesão provocar desequilíbrios, através de diferentes estímulos para que haja equilíbrio e conseqüente formação de novo engrama.Finalidade: - Diminuição do período de latência nervosa, ou seja, do tempo existente entre a introdução de um estímulo e uma resposta a ele. - Formação de engrama sensorial, importante para que se evite lesões repetitivas. - Aquisição de confiança por parte do paciente para voltar as suas atividades. - Importância emocional.Os exercícios proprioceptivos podem ser divididos em três fases:1. Fase ativa-estática: desequilíbrio provocado pelo fisioterapeuta, onde o paciente fica aproximadamente 40 segundos tentando reagir para manter-se equilibrado.2. Fase ativa-dinâmica: exercícios mais complexos, com adição de superfícies de apoio para execução de cada exercício.3. Fase de proteção de prática desportiva: alterna-se o ritmo, as superfícies de execução e as posições de simulações dos gestos desportivos, tendo como principal objetivo à integralização dos movimentos globais e específicos do gesto desportivo. Podem ser utilizados ainda na propriocepção aparelhos como o "skate", "cama elástica", "balancinho", "giro-plano", podem ser feitos circuitos, enfim, o mais importante para o terapeuta e ter criatividade para inventar o máximo de situações diferentes de desequilíbrio do paciente para que haja posteriormente o equilíbrio.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Os efeitos da altitude na performance do atleta

As diferenças que existem quando um jogador atua numa determinada condição de ar mais rarefeito.

Jogar futebol em altitudes elevadas pode ser prejudicial à performance do atleta. Mas, segundo fisiologistas, a partir de uma determinada altura, não há mais tanta diferença para o corpo a rarefação do ar.

Cidade do Futebol elenca a seguir os diferentes efeitos para o corpo humano se aclimatar às diferentes condições de altitude em que se disputa uma partida de futebol. Leia a seguir:

Acima de 1.500 m

Fica muito difícil definir quais seriam os índices limites para que os chamados “efeitos da altitude” comecem a ser sentidos. Embora quase todas as pessoas se adaptem de maneira similar, existem ligeiras variações.

Nesta altitude o atleta pode não sentir efeitos clínicos, mas já tem uma sensível queda no rendimento aeróbio. O atleta sente dificuldade para respirar, decorrente da pressão barométrica mais baixa e o oxigênio fornecido ao músculo é reduzido. O resultado disso é um maior consumo de carboidratos e de fontes de energia, “cansando” mais rapidamente o profissional.

Acima de 2.400 m

Além das sensações de queda de rendimento físico, acima destas altitudes começam a ficar mais perceptíveis os problemas físicos. É onde começam os índices de aparecimento do “mal agudo das montanhas”.

Este mal é considerado como o mais comum entre os problemas causados por altas altitudes. Pode aparecer dentro de um período de 12 até 48 horas de exposição à altitude.

Os sintomas desta doença são a sensação de fadiga, a cefaléia (dor de cabeça), perda de apetite, náuseas, enjôo e a respiração ofegante. Estes sintomas desaparecem dentro de alguns dias na maioria das pessoas.

Acima de 2.700 m

Começa a fase crítica. Todos os problemas já citados são agravados acima desta altitude. O “mal agudo das montanhas”, por exemplo, pode evoluir para condições muito mais graves e que são a maior preocupação dos médicos nos casos de prática de exercícios de alta intensidade.

Uma das doenças mais graves é o edema pulmonar de altitude (High Altitude Pulmonary Edema). Esta doença se desenvolve dentro de um a quatro dias de exposição. Ocorre uma passagem de líquido do sangue para os alvéolos (pulmões). A dificuldade para respirar é intensa e, além disso, a pessoa apresenta um quadro de tosse intensa acompanhada de secreção de escarro com sangue. Esta doença, durante muitos anos, foi diagnosticada erradamente como pneumonia, devido à semelhança de sintomas. Sua evolução é rápida e ela pode causar a morte do paciente.

O maior temor dos médicos, porém, é o edema cerebral da altitude elevada (High Altitude Cerebral Edema), que é causado pelo acúmulo de líquido no cérebro. Esta doença também se desenvolve dentro de um a quatro dias, podendo ser precedida do “mal agudo das montanhas” e do edema pulmonar de altitude.

Um sinal de alarme precoce é a ataxia (dificuldades para caminhar). A perda de coordenação motora também é um sintoma comum. A dor de cabeça intensa e até alucinações também pode ocorrer. Em poucas horas a doença pode evoluir para um quadro fatal. Quanto maior for a altitude, maior é o risco.

Quando constatada a ocorrência destras doenças, o procedimento mais adequado é retirar o paciente da altitude elevada imediatamente. Ainda que o atleta não apresente seqüelas graves após um jogo em grandes altitudes como nas cidades de La Paz ou Quito, é possível que ele tenha sido acometido parcialmente pela doença.

Bibliografia

SAFRAN, Marc R.; McKEAG, Douglas B.; CAMP, Steven P. Van. Manual de Medicina Esportiva. Editora Manole, 2002.

MAUGHAN, Ron; GLEESON, Michael; GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do Exercício e do Treinamento. Editora Manole, 2000.

Texto: Rubem Dario

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O segredo da musculação para jovens craques



Conversamos com especialista e descobrimos que a atividade pode ser feita sem problemas, mas com supervisão


A receita para vencer os adversários quando a bola rola não passa somente pela habilidade. A resistência e a força também contam muito, principalmente nas categorias de base. A musculação, antes condenada pelos especialistas, hoje faz parte da preparação dos jovens craques.“Alguns médicos ainda acreditam que este tipo de trabalho pode prejudicar, mas eu penso justamente o contrário. O adolescente ganha força e resistência com a musculação”, diz Paulo Neves, preparador físico das categorias de base do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.O especialista, no entanto, afirma que a atividade só pode começar a ser feita aos 14 anos de idade e que algumas regras devem ser respeitadas para que o jovem jogador não se lesione e não tenha problemas crônicos no futuro.“A base de tudo é a repetição. A carga deve ser bem baixa e aos 14 anos de idade é feita somente uma adaptação. Um ano depois a gente passa a trabalhar de maneira mais específica com a necessidade de cada um”, explica Paulo, que trabalhou com a equipe do Luzitânia, que terminou a Copa Coca Cola na terceira posição entre as garotas.Sobre a participação de suas pupilas, Paulo afirmou que a baixa média de idade das garotas fez com que o time sofresse alguns problemas durante o torneio. Apesar de mais jovens e mais leves, no entanto, as garotas não fizeram feio.“Era um time com uma média de idade menor. As garotas tinham 13 ou 14 anos e ainda não iniciaram o trabalho de preparação com a musculação. Isso fez diferença. Elas encararam garotas mais fortes. Era um time leve, mas sem muita força”, diz o preparador físico, que também já trabalhou nas categorias de base masculinas.Os principais ganhos da musculação no esporte estão diretamente ligados aos fundamentos. A força no chute, na dividida e a explosão muscular fazem diferença na hora da partida e, por isso, são parte fundamental do jogo.“O principal ganho está nesses fundamentos. Encarar times mais velhos sem esse tipo de trabalho faz com que a diferença fique muito grande”, comenta o preparador.Apesar de importante, a musculação deve ser sempre orientada por um profissional da área e os exercícios devem ser feitos sempre com a supervisão de um responsável.


Matéria concedida ao site Terra (Copa Coca Cola 2011)