sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
BANHO DE IMERSÃO NO GELO - CRIOTERAPIA
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Treinamento funcional no futebol
O treinamento funcional tem como foco dentro do futebol dois objetivos claros e interdependentes:
1- Melhora do movimento específico do futebolista durante as fases mais intensas e decisivas do jogo;
2- Um maior equilíbrio das cadeias musculares, minimizando com isso as chances de dores e lesões inerentes ao futebolista.
As vertentes que compõe o treinamento funcional dentro do futebol são: treinamento de força, core e propriocepção.
A força é aplicada com o principal objetivo de melhora da resposta muscular aos movimentos mais intensos e específicos do jogo. O treinamento de força tem como função primária melhorar a ação motora do futebolista dentro dos treinamentos e jogos. O futebol é um esporte misto e intermitente, onde o atleta realiza diversas ações musculares intensas e curtas com longas pausas para as novas ações. As ações motoras na fase ativa da partida, na maior parte das vezes, são realizadas através de movimentos rápidos e intensos com ação específica dos grandes grupos musculares.
A manipulação dos exercícios de força pretende dentro do futebol, criar uma adaptação ao atleta, para poder realizar os movimentos com mais intensidade e segurança, prorrogando ou diminuindo a chance de fadiga muscular. As manifestações de força do futebolista são força máxima, força explosiva e resistência de força explosiva.
Para o futebolista poder desempenhar o seu melhor desempenho através do treinamento de força, o fortalecimento das suas articulações e bem como seu centro de equilíbrio e controle deve ser treinado e aprimorado através do treinamento do core e da propriocepção.
A região do core pode ser entendida com a conexão entre os membros superiores e inferiores, se tornado a base do movimento de cada indivíduo, pode ser entendido como o produto de um controle motor e da capacidade muscular do complexo quadril-lombar-pelve.
Os movimentos realizados pelos membros são iniciados e posteriormente equilibrados pela região do core. Com o core bem equilibrado e fortalecido, o futebolista conseguirá realizar as ações musculares com maior segurança, gerando mais força com menos gasto de energia e conseqüentemente uma menor possibilidade de fadiga.

Contudo por mais força que o atleta conseguir realizar pelos membros e por mais fortalecido e equilibrado estiver a região do core, de pouco adianta se as articulações específicas não forem treinadas e fortalecidas da forma pontual e correta. A propriocepção tem como principal característica o fortalecimento das articulações correspondentes ao futebolista (tornozelo, quadril e joelho).
A propriocepção não age isoladamente na articulação, ela fortalece também a musculatura que compõe cada articulação. O fortalecimento articular através da propriocepção acontece através da estimulação dos receptores (especialmente os mecanorreceptores), da estimulação ao fuso muscular e ao órgão tendinoso de Golgi.
O treinamento funcional dentro do futebol é realizado dentro dessas três vertentes (força, core e propriocepção).
Os exercícios para serem específicos devem ser realizados pelos grupamentos musculares específicos dos futebolistas, com a alta intensidade, com a velocidade de movimento parecida com a de jogo, e com a freqüência de movimentos próxima a da realidade encontrada em uma partida de futebol.
É possível o treinamento de forma integrada, com as três vertentes do treinamento funcional estimuladas ao mesmo tempo, ou isolando cada uma das vertentes em cada sessão de treino, essa divisão é pedagógica e pode evoluir de acordo com aceitação e evolução dos atletas.
O treinamento funcional dentro do futebol não prioriza a prevenção de lesões em detrimento ao alto rendimento, ele contribui para os dois objetivos agirem em conjunto proporcionando ao futebolista moderno um maior fortalecimento e equilíbrio muscular, potencializando o rendimento de forma complexa e específica.
Sandro Sargentim
Preparador físico do S. C. Corinthians Paulista
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Cinto de Tração – Explosão e Resistência Muscular
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Hidratação no Futebol
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Suplementação no futebol
Encontre aqui as melhores dicas de suplementos e aprenda a melhorar seu rendimento físico durante uma partida de futebol
- Suplementação para auxiliar no futebol:
Maltodextrina: Ideal para o jogador de futebol, pois contém polímeros de glicose, compostos de açúcar unidos que são mais fáceis para o corpo assimilar e usar. Esses polímeros são metabolizados de forma lenta e constante, o que ajuda a sustentar os níveis de energia ao longo de toda a partida de futebol, que é um esporte que necessita que o praticante tenha bastante resistência.
Whey protein: É a fonte ideal de proteínas para o atleta de futebol, pois é absorvida rapidamente pelo organismo e pode ser usada como fonte de energia para o pré-jogo, durante o jogo e para o pós-jogo. Whey protein impede a ação de hormônios que destroem músculos e pode ajudar no crescimento dos tecidos musculares. O aumento de massa muscular ajudará na sua função muscular e melhorará sua performance atlética. O whey protein vai fornecer energia para músculos cansados e danificados e ajudará na sua recuperação pós-jogo. O whey protein isolado é o mais indicado para a recuperação pós-jogo.
Whey protein isolado: Proteínas são essenciais para a regeneração dos músculos e dos tecidos dos jogadores de futebol, pois durante a partida o desgaste dos músculos é muito grande. O whey protein isolado tem justamente a função de ser ingerido após os exercícios físicos. É nessa hora crítica, depois de um estresse físico intenso, que as células ficam como esponjas para absorver os nutrientes. O apetite das células nesse momento e as propriedades da rápida bio-disponibilidade do whey protein isolado (WPI) fazem com que a recuperação e os ganhos musculares sejam completos.
- Benefícios do futebol:
- Fortalece as musculaturas das pernas e do tronco.
- Aumenta a massa muscular das pernas e o tecido ósseo dos membros inferiores.
- Aumenta os batimentos cardíacos e, conseqüentemente, a capacidade física.
- Melhora o nível de VO2 (quantidade máxima de oxigênio que seu sistema cardiovascular pode transportar para seus músculos e que eles podem então usar para produzir energia), por ser uma atividade aeróbica potente.
- Pode ser praticado em diversos pisos: grama, grama sintética, areia e futsal.
- Gasto calórico de 450 a 600 Kcal/hora.
- Estimula a circulação sangüínea.
- Melhora a flexibilidade, a coordenação, a mobilidade articular, o reflexo, a agilidade e a concentração.
- Elimina o estresse e a ansiedade.
- Reduz o risco de várias doenças como as cardíacas, diabetes, pressão alta, etc.
- Favorece o trabalho de vários sistemas do corpo como o digestivo, o imunológico, o nervoso, o muscular, o esquelético, o endócrino e o respiratório, ativando as suas funções.
- Riscos/cuidados do futebol:
- Fica propenso a lesões nas articulações dos membros inferiores, principalmente joelho e tornozelo. Podem ocorrer lesões também nas coxas e panturrilhas.
- Caso a pessoa não tenha um condicionamento físico de base, treinamento da musculatura esquelética e exercícios aeróbicos, a proteção às articulações fica reduzida, assim como o condicionamento físico.
- Os praticantes de futebol que não têm o hábito de fazer abdominais com freqüência estão sujeitos a problemas na coluna.
- Para que o praticante de futebol faça uma boa partida, ele deve ingerir bastante carboidrato. Algumas sugestões de alimentos ricos desse nutriente e que têm fácil digestão são: frutas, suco de frutas, macarrão, biscoitos e pães.
- Deve ser ingerida bastante água antes e durante as partidas, para repor a perda de líquido e evitar desidratação.
- Logo após o treino (ou a partida), os estoques de carboidratos devem ser repostos, para que o glicogênio - energia que se deposita nos músculos - seja recuperado. Os minerais e as vitaminas também precisam ser consumidos. Para isso, frutas e suco de frutas são ótimas opções.
- Principais grupamentos musculares trabalhados no futebol:
- Panturrilhas.
- Coxas .
- Glúteos.
- Costas.
- Abdômen.
- Dicas para um melhor rendimento físico no futebol:
- O futebol é caracterizado por variações de intensidade durante o jogo. Os sprints (piques) curtos são intercalados com períodos de jogging (corrida lenta), caminhadas, corridas de passos moderados e ficar parado. Cabe a cada jogador saber administrar sua capacidade física e saber cadenciar o jogo na hora certa.
- É essencial que o jogador antes de uma partida alongue bastante e, além disso, faça um aquecimento. Bata uma bola ou dê uma corridinha. O importante é o jogador não entrar frio na partida.
- Complemente o futebol com musculação para adquirir mais força, potência e resistência muscular.
- É importante fazer aulas de flexibilidade, para ampliar a mobilidade articular.
| 1. 'Carbohydrate, Fluid, and Electrolyte Requirements of the Soccer Player: A Review,' International Journal of Sport Nutrition, vol. 4, pp. 221-236,1994) |
| 2. alive #216, October 2000 |
| 3. Boden, B., Griffin, L., and W. Garrett. “Etiology and Prevention of Noncontact ACL Injury.” The Physician and Sportsmedicine, vol. 28, no. 4, April 2000. |
| 4. Bernier, M. “Soccer and ACL Injuries.” Soccer Journal, July/August 2000. |
| 5. OLSEN, L. et al. Strategies for prevention of soccer related injuries: a systematic review. British Journal of Sports Medicine v.38, n.1, p.89-94. fev. 2004 |
| 6. HAWKINS, R.D. et al. The association football medical research programme: an audit of injuries in professional football. British Journal of Sports Medicine, v.38, n.4, p.466-71. ago, 2004. |
| 7. DVORAK, J. et al. Risk Factor Analysis for Injuries in Football Players. Possibilities for a Prevantion Program. American Journal of Sports Medicine v.28, n.5. S69-S74, 2000. |
| 8. CHOMIAK, J. et al. Severe Injuries in Football Players. American Journal of Sports Medicine v.28, n.5. S58-S68, 2000. |
domingo, 29 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Como treinar pliometria no futebol?

sábado, 21 de janeiro de 2012
Propriocepção

sábado, 14 de janeiro de 2012
Os efeitos da altitude na performance do atleta

As diferenças que existem quando um jogador atua numa determinada condição de ar mais rarefeito.
Jogar futebol em altitudes elevadas pode ser prejudicial à performance do atleta. Mas, segundo fisiologistas, a partir de uma determinada altura, não há mais tanta diferença para o corpo a rarefação do ar.
Cidade do Futebol elenca a seguir os diferentes efeitos para o corpo humano se aclimatar às diferentes condições de altitude em que se disputa uma partida de futebol. Leia a seguir:
Acima de 1.500 m
Fica muito difícil definir quais seriam os índices limites para que os chamados “efeitos da altitude” comecem a ser sentidos. Embora quase todas as pessoas se adaptem de maneira similar, existem ligeiras variações.
Nesta altitude o atleta pode não sentir efeitos clínicos, mas já tem uma sensível queda no rendimento aeróbio. O atleta sente dificuldade para respirar, decorrente da pressão barométrica mais baixa e o oxigênio fornecido ao músculo é reduzido. O resultado disso é um maior consumo de carboidratos e de fontes de energia, “cansando” mais rapidamente o profissional.
Acima de 2.400 m
Além das sensações de queda de rendimento físico, acima destas altitudes começam a ficar mais perceptíveis os problemas físicos. É onde começam os índices de aparecimento do “mal agudo das montanhas”.
Este mal é considerado como o mais comum entre os problemas causados por altas altitudes. Pode aparecer dentro de um período de 12 até 48 horas de exposição à altitude.
Os sintomas desta doença são a sensação de fadiga, a cefaléia (dor de cabeça), perda de apetite, náuseas, enjôo e a respiração ofegante. Estes sintomas desaparecem dentro de alguns dias na maioria das pessoas.
Acima de 2.700 m
Começa a fase crítica. Todos os problemas já citados são agravados acima desta altitude. O “mal agudo das montanhas”, por exemplo, pode evoluir para condições muito mais graves e que são a maior preocupação dos médicos nos casos de prática de exercícios de alta intensidade.
Uma das doenças mais graves é o edema pulmonar de altitude (High Altitude Pulmonary Edema). Esta doença se desenvolve dentro de um a quatro dias de exposição. Ocorre uma passagem de líquido do sangue para os alvéolos (pulmões). A dificuldade para respirar é intensa e, além disso, a pessoa apresenta um quadro de tosse intensa acompanhada de secreção de escarro com sangue. Esta doença, durante muitos anos, foi diagnosticada erradamente como pneumonia, devido à semelhança de sintomas. Sua evolução é rápida e ela pode causar a morte do paciente.
O maior temor dos médicos, porém, é o edema cerebral da altitude elevada (High Altitude Cerebral Edema), que é causado pelo acúmulo de líquido no cérebro. Esta doença também se desenvolve dentro de um a quatro dias, podendo ser precedida do “mal agudo das montanhas” e do edema pulmonar de altitude.
Um sinal de alarme precoce é a ataxia (dificuldades para caminhar). A perda de coordenação motora também é um sintoma comum. A dor de cabeça intensa e até alucinações também pode ocorrer. Em poucas horas a doença pode evoluir para um quadro fatal. Quanto maior for a altitude, maior é o risco.
Quando constatada a ocorrência destras doenças, o procedimento mais adequado é retirar o paciente da altitude elevada imediatamente. Ainda que o atleta não apresente seqüelas graves após um jogo em grandes altitudes como nas cidades de La Paz ou Quito, é possível que ele tenha sido acometido parcialmente pela doença.
Bibliografia
SAFRAN, Marc R.; McKEAG, Douglas B.; CAMP, Steven P. Van. Manual de Medicina Esportiva. Editora Manole, 2002.
MAUGHAN, Ron; GLEESON, Michael; GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do Exercício e do Treinamento. Editora Manole, 2000.
Texto: Rubem Dario




